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Covid-19: CCS defende a criação de um plano “rigoroso” de funcionamento das instituições para reabertura da economia

Cidade da Praia, 06 Mai (Inforpress) – O secretário-geral da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS) defendeu hoje a necessidade de se criar as condições para a reabertura da economia, com um plano “rigoroso” de funcionamento das instituições.

José Luís Neves fez essa constatação em declarações à Inforpress, para analisar os resultados de um inquérito sobre os efeitos da pandemia da covid-19 nas actividades das empresas nacionais, apresentado esta terça-feira, 05, na Praia, pela Associação de Mulheres Empresárias de Cabo Verde (AMES&CD).

“Temos que criar as condições, o mais rapidamente possível, para retomarmos as actividades (..) a situação epidemiológica que nós temos neste momento no país não nos impede, com um plano rigoroso de funcionamento das instituições e de sensibilização das pessoas, de retomar gradualmente muitas actividades”, apontou.

Por outro lado, indicou que devido à grande incerteza da comunidade internacional e científica em relação à essa pandemia, se a situação complicar, Cabo Verde terá que tomar medidas mais fortes.

“Neste momento, de acordo com a situação epidemiológica que nós temos no país, muitas actividades podiam estar a funcionar, não nas lhas abertas, mas também em Santiago e Boa Vista. Mas é fundamental criar todas as condições e ter um plano para a reabertura”, sublinhou.

Relativamente ao futuro próximo, José Luís Neves defendeu uma “forte” aposta na melhoria do ambiente de negócios e continuar a dar um combate “sem tréguas” às burocracias públicas.

“Esta pandemia veio também demonstrar que o combate à burocracia é fundamental, mas também a questão da adopção das novas tecnologias de informação e comunicação nas empresas”, constatou, José Luís Neves, apontando para aceleramento do processo do E-Gov para o I-Gov para a integração de todos os serviços públicos.

Acrescentou que o país tem que mobilizar os parceiros de desenvolvimento, a ajuda orçamental directa, as condições de aceder ao crédito concessionai e criar alguma margem para a degradação dos indicadores orçamentais, uma vez que, segundo, José Luís Neves, os próximos tempos podem ser de muita recessão económica.

“Em estreito diálogo com o FMI e o Banco Mundial, o país poderá ter a necessidade de aumentar o seu endividamento público de forma significativa, para poder fazer face a esta crise para ajudar as empresas e as famílias”, concluiu.

OM/JMV

Inforpress/Fim

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