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Covid-19: Cardeal Dom Arlindo Furtado pede aos empresários que sejam portadores de esperança (c/áudio)

Cidade da Praia 30 Dez (Inforpress) – O bispo da Diocese de Santiago, Arlindo Furtado, pediu hoje aos empresários que sejam portadores de esperança e que não entrem em depressão e desespero porque é sempre possível nascer de novo.

O cardeal fez este apelo aos empresários católicos e os não crentes durante um encontro de reflexão sobre o tema “Economia de Francisco no contexto da covid-19”, promovido pela Associação de Gestores e Profissionais Católicos de Cabo Verde.

Segundo o Bispo, mesmo em situação de “grande catástrofe” em que muitas económias “foram a baixo e atingiram quase ao nível do abismo” é necessário ter esperança e acreditar na palavra de Jesus de que “é preciso e é sempre possível, quando necessário, nascer de novo”.

“Por isso devemos ser portadoras da esperança, que para nós e para os nossos colegas os outros empresários, mesmos os não crentes, não entrem em depressão, não entrem em desespero, porque é sempre possível nascer de novo”, apelou.

“Vamos nos dar as mãos, pormos isso de novo em pé, com novo estilo, se necessário, com novos métodos e objectivos, mas de mãos dadas vamos criar as condições para nós e para os outros”, prosseguiu, lembrando a todos de que não estão só nesta luta, por isso é necessário ouvir sempre o outro quando é preciso.

Arlindo Furtado lembrou que o empresário não trabalha apenas para si, para a sua família e para os seus, mas sim é um benfeitor da sociedade que dá trabalho e produz riqueza para a sociedade.

Neste sentido, pediu o envolvimento de todas as pessoas e a força de Deus para que esse novo nascimento aconteça, neste momento em que o humanismo deve estar no centro de todas as coisas.

Ainda, sublinhou, neste tempo de crise a economia deve ser inclusiva caracterizada pelos princípios e valores da ética que tem o bem no centro, beneficiando a pessoa humana.

Dando continuidade às ideias do bispo, o ministro das Finanças, Olavo Correia, considerou que este é o momento de todos desempenharem um papel “importantíssimo” no sentido de reafirmar os valores da doutrina da Igreja Católica.

“Para podermos estar à altura deste desafio é fundamental que tenhamos à nossa frente um cardápio de valores. Valores como a confiança, a fé, a crença e, sobretudo, nesse momento difícil que passa o mundo, mas também o nosso País, valores como a responsabilidade, (…)  solidariedade e a partilha, mas também o trabalho digno, o esforço e a superação”, disse, sublinhou que esses valores só fazem sentido se forem de facto um convite para a acção.

Apesar de considerar que não é fácil conciliar a ciência da fé, e os ensinamentos sociais da igreja com as necessidades e os vínculos que são impostas pelo mercado, esta pandemia, afirmou, convida a uma reflexão.

“É um momento para reinventarmos, é um momento para buscar o novo e esse novo tem a ver com a reafirmação dos valores que fazem parte da própria doutrina social da igreja”, disse, finalizando que nem os empresários e os Governos têm uma “resposta eficaz”, mas através da parceria, do diálogo é possível encontrar soluções para o mundo.

Na sua mensagem de boas vindas aos empresários, a presidente da Associação de Gestores e profissionais católicos de Cabo Verde, Miluci dos Santos, deixou uma esperança de que nem tudo está perdido.

“Do ano 2020 ficará a lição de que não estamos preparados para tudo, não temos resposta para tudo e nem tudo pode ser planeado e previsto. A covid-19 trouxe perda de riqueza, aparecimento de novos focos de pobreza nas famílias, fecho das empresas, mas acreditamos que lentamente voltaremos ao tal mundo tido normal”, frisou.

A Economia de Francisco nasceu de uma carta dirigida aos jovens em Maio de 2019 em que o papa Francisco desafiou os jovens a participarem em um evento com o propósito de pensarem numa economia diferente, que faz viver e que inclui, humaniza e cuida da criação.

Ela é um movimento mundial encabeçada por jovens, mas que abarca a todos, com objectivo de promover uma economia mais orgânica que integre e amplie a preocupação activa pelo meio ambiente, mas também pelas relações e vínculos.

AM/ZS

Inforpress/Fim

 

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