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Covid-19: Câmara Praia denuncia “explosão” de escavações clandestinas em cinco bairros

Cidade da Praia, 10 Mai (Inforpress) – A Câmara Municipal da Praia têm vindo a deparar com uma “explosão” de escavações clandestinas nas zonas de Alto da Glória, Terra Branca Expansão, Achada São Felipe e Achada Mato, durante este período de estado de emergência.

A informação foi avançada hoje à Inforpress, pelo presidente da autarquia praiense, Óscar Santos, que já apresentou uma queixa-crime na Procuradoria da República contra um grupo de dez indivíduos que vêem “estimulando a prática das construções desenfreadas”, fomentando o surgimento de várias barracas ilegais e “pondo em causa” todo o projecto urbanístico da Cidade da Praia.

“Sabemos que há pessoas com dificuldades, mas também sabemos que há pessoas com casas e que estão a aproveitar a situação da pandemia para fazer loteamento de terrenos e fazer negócios”, disse, avançado que, para além desses dez indivíduos, outros também estão a ser identificados e, posteriormente, serão apresentados ao Ministério Público para investigação.

Conforme avançou, só na localidade de Alto da Glória foram encontradas 70 escavações, que poderão colocar em causa os planos da autarquia, como proceder a construção de escolas, campo de futebol, ligação Alto da Glória à Simão Ribeiro e atribuição de 361 lotes para resolver os problemas das pessoas mais vulneráveis da capital.

Ainda nas zonas de Terra Branca Expansão, Achada São Felipe e Achada Mato, informou que foram encontradas escavações com mais 300 a 400 metros quadrados por terreno, um facto que considerou ser um “escândalo” pela dimensão do loteamento por pessoas.

Óscar Santos defendeu que é preciso corrigir todos esses problemas de planeamento, antes que seja tarde demais, e apela a toda à sociedade que repudie esse tipo de comportamento.

“Estamos a falar de um crescimento que depois irá complicar o planeamento, criando problemas de saneamento, segurança sanitária e de protecção civil. Desta forma, ali possivelmente não vamos conseguir levar rede de água, de luz e esgotos” clarificou.

O autarca praiense afiançou que a câmara municipal está a trabalhar em várias alternativas e com critérios objectivos para dar repostas às pessoas com mais dificuldades.

Estas alternativas passam pelo alojamento temporário das famílias vulneráveis identificados no cadastro social e aprovação de cinco planos de terrenos para ceder a essas pessoas.

Óscar Santos pede a população para denunciar casos de construção clandestina, uma vez que só a edilidade não consegue travar essa situação.

“A Cidade da Praia é uma cidade com crescimento de dois mil pessoas (…) todas as pessoas vem para cá e produzir lotes para essas pessoas não é fácil e boa parte dos terrenos que estão a ocupar são terrenos privados, mas nós somos responsáveis pela questão urbanística”, disse, advertindo de que se não forem tomadas medidas de preservação, daqui a cinco/dez anos a situação irá complicar-se.

Recentemente a Câmara Municipal da Praia fez a demolição de uma barraca na localidade de Alto da Glória.

Na sequência, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) repudiou a “atitude” condenando a “demolição de habitações, promovida pela câmara municipal”, em pleno estado de emergência, “pela forma como foi feita”.

Para o PAICV, essa demolição, nos termos em que foi feita, “deixou uma família que é carenciada desprotegida e ao relento, totalmente “exposta a todos os tipos de risco”, inclusive à ameaça da covid-19, no momento em que o Governo recomenda a todos para ficar em casa.

A câmara reagiu negando ter deixado qualquer família desamparada e que não faz demolição de barracas sem a devida articulação prévia com o Departamento de Acção Social.

AM/AA
Inforpress/Fim

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