Covid-19: Cabo Verde volta à situação de contingência e ficam proibidas festas e celebrações na via pública (c/áudio)

Cidade da Praia, 28 Dez (Inforpress) – O Governo decidiu colocar o País em situação de contingência de hoje até ao dia 20 de Janeiro de 2022 e proibir as festas e celebrações de final de ano na via pública, anunciou hoje o primeiro-ministro.

Ulisses Correia e Silva falava numa declaração ao País para comunicar as medidas para fazer face ao aumento dos casos de covid-19 em Cabo Verde.

“Considerando a taxa de aumento da covid-19 e riscos derivados do período das festas que se vive, o Governo decidiu colocar em situação de contingência, o território nacional a partir de hoje, 28 de Dezembro, para vigorar até ao 20 de Janeiro, podendo ser prorrogada se for necessário”, disse.  

O chefe do Governo explicou tratar-se de uma “medida imposta” pela situação de agravamento do registo da taxa de incidência da covid-19 e uma medida de prevenção para evitar o alastramento da doença e a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e  “efeitos danosos” sobre a economia, nomeadamente o emprego e o rendimento das pessoas.

“São por isso proibidas as festas ou celebrações de ano novo em vias públicas. Excepcionam as celebrações de cariz religioso. A realização de espetáculos só é permitida mediante a apresentação obrigatória de testes RT-PCR ou antigénico válido com resultado negativo”, especificou.

Além disso, acrescentou que é obrigatório a apresentação do certificado de vacinação de covid-19 com segunda dose de vacina administrada ou certificado de recuperação. 

“Casamentos, baptizados, festas ou eventos de celebração de ano novo com número de participantes superior a 40 pessoas só são permitidos mediante apresentação obrigatória de testes PCR ou de antigénico com resultado negativo, para além de certificado de vacinação ou recuperação”, realçou.

O primeiro-ministro adiantou ainda que convívios nas residências particulares podem acontecer um contexto familiar, preferencialmente entre os coabitantes testados e com o máximo de até 20 pessoas.

“Isto é importante para minimizar os impactos dos contágios da covid-19. As actividades para as quais são exigidas a apresentação de testes ou certificado de covid-19 só serão permitidas em espaços que pela sua localização permitem a efectiva delimitação do evento e o rigoroso controlo de entrada dos participantes de modo a se proceder a verificação do certificado de covid-19 e da declaração de testes de covid-19 negativo”, acrescentou .

Por outro lado, avançou que é obrigação dos promotores e organizadores das actividades exigir a apresentação de certificado covid-19 de vacinação e um teste negativo, bem como proceder a verificação da sua autenticidade.

Durante o período em que vigorar a situação de contingência serão encerradas as instalações cujas actividades culturais, artísticas, recreativas e de lazer, se realizam em condições que dificultem o controlo e a fiscalização ou não cumpram as regras sanitárias.

O primeiro-ministro alertou ainda que não serão autorizadas pelos delegados de saúde qualquer realização de espectáculos, festivais, festas e todas as demais actividades em espaços fechados e cobertos com mais de 500 participantes ou espectadores.

O chefe do Governo sublinhou que as medidas ora anunciadas são para o bem de saúde de todos, da protecção do emprego e do rendimento e da actividade económica.

“O Governo toma essas medidas na convicção de que se não agirmos agora será pior para todos”, salientou.

A taxa de incidência acumulada de covid-19 disparou para 110 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, quando no período anterior era de 24 por 100 mil habitantes, conforme dados avançados pelo director nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto.

MJB/GSF//AA

Inforpress/Fim

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