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Covid-19/Brava: Grupo “Os amigos da tradição” vê comprometida a festa de passagem de ano com as novas medidas restritivas (c/áudio)

Nova Sintra, 29 Dez (Inforpress) – O dirigente do grupo “Os amigos da tradição” da localidade de Mato, João Louro, disse hoje que a festa de passagem de ano que já estava organizada ficou comprometida com as medidas anunciadas esta terça-feira, 28, pelo primeiro-ministro.

Em declarações à Inforpress, João Louro deixou claro que não está a questionar estas medidas e nem a criticá-las, mas sim o período de tempo em que foram tomadas, quatro dias antes do final do ano.

Pois, conforme justificou, nas outras ilhas fazem eventos para a passagem de ano, mas na Brava destacou que a tradição é única, sendo necessário preparar antes, explicando que a maioria dos grupos festejam à base de tocadores e violinistas.

No caso deste grupo, contou que já tinham iniciado os ensaios, além de outros preparativos que fizeram sem pensar que este “balde de gelo” iria pairar sobre as suas cabeças.

Daí, defendeu que deve haver uma “maior e melhor sintonia” por parte do Governo e a sociedade civil, justificando que esta medida deveria ser tomada alguns dias antes, porque, justificou: “quatro dias antes do pique das actividades resolver esta situação tornou-se um autêntico jogo de cintura para os dirigentes dos grupos principalmente na ilha Brava”.

O grupo já possui mais de 20 anos e 17 destes sob a sua direcção, e este ano já contavam com 70 pessoas inscritas e pagas, mas o limite é de 40 pessoas e mesmo vacinados com a 2ª dose são obrigados a fazer teste rápido.

Ante esta situação, João Louro realçou que vai reunir no final do dia com os membros do grupo e as pessoas que já pagaram para decidirem, porque, reforçou, hoje procurou algumas entidades na ilha que o aconselharam a seguir aquilo que ficou estipulado pela lei.

Este grupo, conforme a mesma fonte, conta com o apoio de um grupo de emigrantes nos Estados Unidos da América que estão a lutar para que esta tradição não caia em desuso, e apoiam sempre o grupo, custeando com os tocadores e o som.

Perante esta situação, a Inforpress contactou o delegado de Saúde da Brava, Júlio Barros, que confirmou e reforçou que o limite é de 40 pessoas e mesmo com as duas doses de vacina os participantes devem apresentar testes que são cobrados de acordo com a taxa em vigor no país.

O mesmo alertou para a situação dos quatro casos positivos contabilizados hoje, em que três destes já estavam vacinados com as duas doses.

MC/ZS

Inforpress/Fim

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