Covid-19/Brava: Festas para passagem de ano suspensas por falta de condições para garantir segurança sanitária

Nova Sintra, 30 de Dez (Inforpress) – As festas e actividades para a passagem de ano foram suspensas hoje, na ilha Brava, por falta de condições na delegacia de Saúde para garantir a segurança sanitária e quantidade insuficiente de testes para aplicar a todos.

Esta informação foi avançada à Inforpress pelo delegado de Saúde, Júlio Barros, após um encontro realizado com o Serviço Municipal dos Bombeiros e da Protecção Civil, fiscais da câmara municipal, comandante da Esquadra Policial da Brava (EPB), presidente substituta da câmara municipal e representantes de alguns grupos organizadores das festas de Fim-do-Ano.

“A decisão é que a Brava, principalmente a delegacia de Saúde, não reúne condições para garantir a realização da festa do final do ano na ilha, ficando assim suspensas”, disse a mesma fonte.

Segundo o delegado, neste momento a Brava já está a contabilizar quatro casos activos na localidade de Furna e mostra-se, convicto de que ainda podem surgir novos casos noutras zonas.

Perante este cenário, Júlio Barros informou que a delegacia de Saúde não possui testes suficientes para aplicar a todos os que querem participar nas festas de Fim-de-Ano.

Conforme destacou, neste momento a prioridade são as pessoas a serem transferidas para tratamento médico no Fogo ou Praia, passageiros para viagens inter-ilhas e despistagem no terreno.

Quanto ao preço dos testes, este avançou que cada um custa 1.500$00 e mesmo que as pessoas quisessem pagar este valor para fazer os testes a delegacia de Saúde não tinha como porque são vários grupos e alguns já ultrapassaram 100 pessoas.

Quanto às tentativas para a realização de festas clandestinas, uma vez que os grupos já tinham tudo preparado, o médico realçou que o comandante da Esquadra Policial da Brava foi claro no encontro, informando que não há agentes policiais suficientes para colocar em todos os espaços, o que torna a situação um pouco mais complicada.

Mas, a mensagem foi clara de que cada responsável de grupo deve assumir a sua responsabilidade, alertando que há leis para esta situação, principalmente quando é a saúde pública que está em jogo.

Tendo em conta o estado de contingência, Júlio Barros anunciou que a entrada e saída de passageiros da ilha vai passar a ser controlada de novo, com medidas sanitárias reforçadas, assim como o plano de fiscalização nos bares e estabelecimentos comerciais, controlo das pessoas na rua no que toca ao uso da máscara, distanciamento social, entre outras medidas que devem ser cumpridas.

Por seu turno, João Louro, dirigente do grupo “Amigos da tradição” demonstrou-se compreensível ante esta decisão, justificando que ninguém quer doença e nesta situação é preciso colocar na balança todos os aspectos.

Mas, reforçou, “a decisão do Governo deveria ser tomada antes, o que poderia ter evitado o aumento dos casos principalmente na cidade da Praia”, disse este dirigente relembrando que nos últimos dias foram realizadas diversas actividades na capital do país e que de certeza contribuíram para este ‘boom’ de casos.

Muitos outros grupos já começaram a anunciar o cancelamento das actividades, assim como a devolução dos montantes pagos pelos participantes.

MC/HF

Inforpress/Fim 

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