Covid-19/Brava: Associação Biflores apela para preservação das plantas endémicas do viveiro em NSM

Nova Sintra, 27 Mai (Inforpress) – O líder do projecto terrestre da associação Biflores, Gelson Monteiro, pediu hoje aos bravenses para preservarem as plantas endémicas que foram colocadas no viveiro, em vez de as destruírem.

Em declarações à Inforpress, este responsável contou que construíram um viveiro de plantas endémicas na Escola Básica de Nossa Senhora do Monte, mas como as aulas foram suspensas e o espaço não tem ninguém, algumas pessoas têm invadido o espaço, de onde tiram algumas destas plantas para alimentarem os seus animais.

Questionado sobre o tipo de plantas retiradas pela população, o líder associativo informou que tem sido a serralha da Brava e o funcho, as espécies mais “sofredoras” na mão dos humanos.

Segundo o mesmo, a associação já apresentou queixa na esquadra policial da ilha e estão a aguardar o desenrolar do processo.

A mesma fonte diz entender que “é difícil às pessoas mudarem a mentalidade de um dia para o outro”, uma vez que “as pessoas já estão acostumadas” a alimentarem os animais com estas plantas, sobretudo quando encontram estas espécies em lugares acessíveis, “com certeza que vão tirá-las”.

Segundo Gelson Monteiro, a ideia inicial era trabalhar com os alunos e professores para mostrar a importância das espécies e depois dirigir às comunidades ao redor da escola para alertar a população sobre a importância do viveiro.

Adiantou que, inclusive,  sempre que algumas pessoas lhes encontrem com serralha, questionam se é para dar de comer aos coelhos ou cabra.

De acordo com o responsável, o projecto é feito em parceria com a escola desta localidade, mas devido à pandemia do novo

coronavírus (covid-19) não foi possível seguir todos os passos que estavam incluídos no processo.

A mesma fonte avançou que,  além da construção deste viveiro, havia no plano algumas sessões de informações e esclarecimentos que seriam feitas na escola, dirigidas aos alunos e professores, mas que  depois este mesmo trabalho seria feito nas comunidades, o que ainda não aconteceu,  devido à covid-19.

Estas sessões, acentuou, teriam como objectivo falar das plantas endémicas, a importância do viveiro e da sua preservação.

Realçou que estas plantas, além do valor ecológico, possuem valor científico.

Neste sentido, pede às pessoas, principalmente as da localidade de Nossa Senhora do Monte, para preservarem este viveiro, “porque ela possui grande valor em diversos sentidos”.

Gelson Monteiro diz aguardar o controlo da pandemia, para iniciar as sessões de sensibilização, “o mais breve possível e salvar estas espécies” e falar um pouco destas plantas e o seu papel na natureza.

MC/JMV

Inforpress/Fim

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