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Covid-19/Boa Vista: SNPCB refuta acusações de vingança por parte do Partido Popular

Sal Rei, 17 Abr (Inforpress) – O presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) refutou hoje as acusações do Partido Popular que “culpa esta mesma equipa e o Governo de mantê-lo preso na Boa Vista, como sinal de vingança”.

Na sequência das declarações do PP, em que acusou o presidente do SNPCB, Renaldo Rodrigues, de ser “as mãos invisíveis do MpD [partido no poder] na Boa Vista e comandante-mor do primeiro-ministro”, ainda nessa missiva, alegando que enviou notas e e-mail ao SNPCB solicitando a sua saída da ilha.

Renaldo Rodrigues garante ainda que até à altura, a carta/e-mail nunca chegou até a ele, e explica que na sequência disso, o presidente do PP entrou em contacto com o Gabinete de Crise, pedindo desculpas, enquanto líder do SNPCB, alegando que agiu “numa atitude de desespero”, por causa da situação que atravessam na Boa Vista.

“Tendo em conta que o foco do SNPCB é combater a disseminação do vírus, nem demos ao luxo de responder às provocações e acusações infundadas do presidente do PP. Dizer que “o Governo o mantém preso na Boa Vista”, não passa de calúnia, difamação e de uma irresponsabilidade tremenda”, lê-se num esclarecimento na página do Facebook da Protecção Civil.

Mais ainda se explica que “após o presidente do PP procurar o SNPCB, e tendo o Serviço averiguado a situação da comitiva de dirigentes do Partido Popular na ilha, o mesmo trabalhou no sentido da saída desses três elementos da Boa Vista, o mais rápido possível”.

O presidente do SNPCB diz ainda que “na primeira oportunidade, a 9 de Abril, ao tomarem conhecimento de um voo sanitário, ligou a Amândio Barbosa Vicente comunicando que estava autorizado a saída da comitiva de dirigentes do PP da ilha, juntamente com outros elementos”.

Renaldo Rodrigues informa que “partilhou com o presidente do PP que o Governo não iria assumir o custo da deslocação, quer área ou marítima, de nenhum elemento que está retido na ilha. Ou seja, que deveriam deslocar-se ao Aeroporto Aristides Pereira para adquirir a passagem antes da chegada do voo da Praia, assim como fizeram as outras seis pessoas”.

“O Senhor Amândio Barbosa informou-nos que veio à Boa Vista na CV Inter-Ilhas, mas que iria consertar com os colegas e comunicar logo a seguir a decisão do colectivo. Depois confirmou que iriam aguardar pelo barco”, esclareceu Renaldo Rodrigues, reafirmando que “sabe que estavam em quarentena numa residencial, e deram à comitiva de dirigentes do PP a oportunidade de sair na Boa Vista, no dia 9 de Abril”.

Ainda consta no mesmo texto publicado na página do Facebook da Protecção Civil que “com o evoluir da situação passaram a ficar hospedados em casa de particulares, quebrando a quarentena”, e que “nesse momento ninguém que não cumpriu a quarentena vai sair da ilha, para colocar em risco a vida dos outros ou correr o risco de levar o vírus às outras ilhas”.

A Protecção Civil faz saber ainda que “o presidente do PP faz parte da lista de pessoas abarcadas pelo programa excepcional de regresso às ilhas de residência criada pelo Governo, mas terá de cumprir todos os requisitos, nomeadamente a realização de teste de despiste ao covid-19”, em data e hora a serem estabelecidos pelas autoridades de saúde.

O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros deixa claro que” não vai ceder a pressão ou chantagem de ninguém ou de nenhum partido, porque o foco é prevenção e evitar a disseminação do vírus na Ilha da Boa Vista e fora dela”.

O presidente do Serviço Nacional de Protecção Civil reitera ainda que desde a declaração do Estado de Emergência tem trabalhado em sintonia com o Governo, no sentido de repatriar os cidadãos que estão retidos na ilha.

VD/CP

Inforpress/Fim

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