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Covid-19: Associação de agências de viagens aponta reforço do turismo interno como uma das vias para sobrevivência

Cidade da Praia, 07 Mai (Inforpress) – O presidente da Associação das Agências de Viagens e Turismo (AAVT) de Cabo Verde, Mário Sanches,  apontou hoje o reforço do turismo interno como uma das vias para a sobrevivência das agências cabo-verdianas de viagens e turismo.

Em declarações à Inforpress, Mário Sanches  traçou um “quadro negro” da situação por que passam as agências de viagens e turismo, já que conforme sustentou são os sectores “mais afectados de imediato e a médio prazo” pela pandemia da covid-19.

“Não temos números, neste momento, para precisar com exactidão qual a situação real, mas digo  com toda a certeza de que o quadro é muito negro para  quase a totalidade das agências de viagens. Estamos parados”, disse,  adiantando que a maioria das agências cabo-verdianas actua somente no sector das viagens e quase exclusivamente com clientes cabo-verdiana no País e na diáspora.

Uma situação que, conforme salientou, torna o mercado e as possibilidades ainda mais reduzidas, no momento em que se fala de falência de grandes companhias.

Questionado se a AAVT já apresentou algumas propostas para minimizar os impactos da crise junto desses sectores, Mario Sanches, sem especificar as propostas, que conforme indicou estão a ser negociadas, adiantou que desde o início a associação colocou-se em posição de ‘player’ importante com voz e actuação nos sectores.

Por outro lado, disse que a AAVT avalia positivamente as medidas anunciadas pelo Governo para apoiar as empresas de uma forma geral, mas considera que o executivo deve ir “um pouco além” para criar as condições para a retoma das actividades e salvaguardar muitos postos de trabalho ligados às áreas de viagens e turismo.

O Governo já avisou que as ligações interilhas podem ser retomadas em breve, de e para as ilhas sem casos da covid-19, e que quanto às ligações exteriores tudo dependerá do evoluir da situação epidemiológica do País e do mundo.

Sobre esse assunto, o presidente da Associação das Agências de Viagens e Turismo de Cabo Verde espera que essa reabertura aconteça “o quanto antes”, tendo em conta que esta retoma das actividades será fundamental à sobrevivência das agências.

“Infelizmente é a realidade em todo mundo e tudo dependerá, também, do evoluir da situação sanitária. Oxalá não tardam a abrir os nossos céus. Quanto antes melhor”, anotou.

Mário Sanches afirma que não “não é preciso ter uma bola de cristal para perceber que o relançamento no mercado será “dolorosamente lento”.

Entretanto monstrou-se esperançado nas oportunidades que essa crise poderá trazer para o sector em Cabo Verde.

“Há que preparar a pós-crise, com responsabilidade e sobriedade, solidariedade e coragem. Diz-se que todas as crises, sendo encaradas correctamente, podem apresentar oportunidades novas. Uma delas será, certamente, o reforço da aposta no turismo interno. Confiança, esperança, aliança e complementaridade serão as nossas palavras de ordem para a retoma”, disse o presidente da AAVT.

Cabo Verde tem as suas fronteiras fechadas desde meados de Março, altura em que suspendeu também as ligações inter-ilhas para o transporte de passageiros, com forma de evitar o transporte de vírus para as ilhas sem casos positivos de Covid-19.

Os últimos dados apontam que Cabo Verde já registou 218 casos com incidência nas ilhas de Santiago e Boa Vista. São Vicente teve apenas três casos que já estão curados.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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