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Covid-19: Artur Correia garante que 90% dos riscos vão diminuir com as medidas de prevenção (c/áudio)

Cidade da Praia, 18 Mar (Inforpress) – O director nacional de Saúde, Artur Correia, assegurou hoje que, com as medidas anunciadas pelo Governo, cerca de 90 por cento (%) do risco de entrada do vírus no país vão diminuir durante este período de vigência.

O Governo anunciou na terça-feira, 17, a suspensão das ligações aéreas entre Cabo Verde e Portugal, EUA, Brasil, Senegal, Nigéria e todos os países europeus assinalados com a epidemia de Covid-19.

Hoje, durante a reunião do Conselho Nacional de Protecção Civil, foram anunciadas algumas medidas de restrições como o enceramento dos bares e restaurantes às 21:00, restrições nas visitas a lares e aos centros onde estejam pessoas de terceira idade e aos estabelecimentos prisionais e restrição às visitas aos hospitais e outros estabelecimentos de saúde, entre outras.

Para Artur Correia, que falava aos jornalistas depois da apresentação dessas medidas de restrições para prevenir a entrada do Covid-19 em Cabo Verde, essas medidas irão contribuir e já estão a contribuir “grandemente” para a diminuição de risco em relação à entrada no país de pessoas infectadas.

A medida de suspensão dos voos começa a partir de hoje, e uma vez que ainda ontem e hoje chegaram mais pessoas ao País, admitiu que os serviços de saúde vão ter um trabalho acrescido na vigilância em termos de quarentena domiciliar e do seguimento e acompanhamento das pessoas durante esse período de quarentena.

Assegurou que os profissionais de saúde nas diferentes estruturas de saúde vão estar “atentos” e com “atenção redobrada” para o seguimento dessas pessoas.

“Aproveito a oportunidade para apelar mais uma vez à responsabilidade das famílias, dos estudantes, dos jovens em geral que regressaram ao país que cumpram na íntegra as recomendações das autoridades sanitárias e que façam a quarentena para o bem deles, das famílias e de todo o Cabo Verde”, apelou.

Relativamente ao caso suspeito de uma cabo-verdiana, de 30 anos, residente na Suécia, que está em Santo Antão, no Porto Novo, informou que estão com alguma dificuldade no transporte das amostras, mas esperam que este chegue o mais rápido possível à Praia.

“Estamos com alguma dificuldade no transporte das amostras, por causa de razões impostas na medida de segurança da autoridade de aviação civil, que estamos a tentar mitigar para ver se as amostras cheguem a tempo para diminuir a angústia do próprio caso suspeito e familiares e de todo Cabo Verde”, informou.

No que se refere à disponibilidade de ventiladores no país, Artur Correia assegurou que o primeiro lote com cinco ventiladores já foi adquirido e falta chegar ao país, enquanto o segundo lote de 20 equipamentos ainda não foi adquirido.

Sublinhou que o país ainda não registou nenhum caso e que caso venha a registar 80% serão casos com sintomas ligeiros e que não será preciso o uso dos ventiladores.

“Só para casos mais graves, que é uma percentagem muito reduzida, é que precisaremos de ventiladores. Esperamos que os equipamentos cheguem ao país a tempo e essas restrições não põem em risco a entrada de mercadorias, equipamentos e o abastecimento do país e, portanto, estamos confiantes e a enfrentar esse desafio”, frisou.

O director nacional de Saúde espera que a situação internacional melhore para que aqui no País haja menos riscos e para que possam “respirar melhor nos dias que se seguem”.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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