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Covid-19: Alemanha prepara regresso maciço ao teletrabalho

Frankfurt, 15 Nov (Inforpress) – A Alemanha está a preparar o regresso maciço ao teletrabalho, segundo um projecto de lei do Governo para deter uma nova vaga da pandemia covid-19, depois de o ter levantado em Julho deste ano, noticia hoje a agência France-Presse.

A reintrodução da norma do trabalho no domicílio surge na sequência do aumento “inquietante” dos números de novos casos diários e de mortes, desde meados de Outubro, num país em que a taxa de vacinação atinge apenas 67%.

Com 289 casos por 100.000 pessoas, a taxa de contágios atingiu hoje um novo recorde no país mais populoso da Europa, segundo o Instituto de Saúde Robert Koch (RKI na sigla em alemão).

“A vaga que aí vem vai eclipsar todas as vagas anteriores”, declarou hoje ao jornal alemão Bild o primeiro-ministro do Estado Federal da Saxónia, Michael Kretschmer, onde se concentram as taxas mais elevadas.

Segundo o projecto de lei consultado pela agência France-Presse, os empregadores alemães serão obrigados a oferecer a possibilidade de teletrabalho, excepto quando exista uma “razão imperiosa” de ir ao local de trabalho.

Todas as pessoas que se desloquem aos locais de trabalho serão “convidadas a provar que estão vacinadas ou a apresentar um teste negativo ao vírus”, indica o documento.

O Governo alemão também está a ponderar limitar o acesso a certos eventos apenas a pessoas vacinadas ou que recuperaram da doença, segundo os media alemães.

O projecto de lei deverá ser apresentado no parlamento alemão para aprovação na quinta-feira.

A covid-19 provocou pelo menos 5.094.101 mortes em todo o mundo, entre 252.864.960 infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.257 pessoas e foram contabilizados 1.107.488 casos de infecção, segundo dados da Direcção-geral da Saúde.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Inforpress/Lusa

Fim

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