Covid-19/Ajuda externa: Maçonaria dá 15 mil máscaras para Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe

Lisboa, 13 Jul (Inforpress) – A Grande Loja Legal de Portugal / Grande Loja Regular de Portugal (GLLP/GLRP) enviou 15 mil máscaras cirúrgicas para Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, apoiando o combate à pandemia de covid-19.

“Esta acção de solidariedade decorre de falta de material de protecção individual que nos foi comunicada pelas nossas Lojas nos países lusófonos; recorrendo a recursos próprios e donativos dos nossos membros, procedemos à aquisição de equipamento e ao seu transporte, para distribuição às IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] e hospitais nesses destinos”, comentou o Grão-mestre da GLLP-GLRP, Amindo Azevedo, citado no comunicado enviado à Lusa, no qual aponta que “é dever da maçonaria regular empenhar-se no apoio ao combate à propagação da covid-19, em Portugal como nos nossos países irmãos”.

Esta iniciativa insere-se “no âmbito do apoio solidário que os maçons regulares têm vindo a realizar no contexto da pandemia de covid-19”, acrescenta-se no texto, que precisa que as 15 mil máscaras “foram enviadas para os representantes da Grande Loja Legal de Portugal em São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné, para distribuição imediata a uma lista de Instituições Particulares de Solidariedade Social e Hospitais com o objectivo de auxiliar na protecção dos profissionais e utentes destas instituições”.

No comunicado, os maçons lembram que é prática da instituição “apoiar os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde tem representantes, seja na protecção contra o coronavírus, seja na ajuda à recuperação de instalações, como sucedeu com a entrega de dez mil euros a uma ONG local (Health4Moz) para a reconstrução do Hospital Central da Beira, em Moçambique, destruído pelo ciclone Idai em Março de 2019”.

Recentemente, conclui-se no texto, a “GLLP/GLRP efectuou uma doação de 10 mil viseiras para reforço da protecção à Liga Portuguesa de Bombeiros e que foram distribuídas pelas 437 Associações Humanitárias do continente e Ilhas, bem como uma entrega de um motociclo dotado com equipamento completo de emergência para o INEM”.

O número de mortos em África devido à covid-19 subiu hoje para 13.238, mais 250 nas últimas 24 horas, em quase 595 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infectados subiu para 594.841, mais 16.937 nas últimas 24 horas, enquanto o número de recuperados é hoje de 297.480, mais 10.469.

Em relação aos países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infecções e mortes, com 1.842 casos e 26 vítimas mortais.

Cabo Verde tem 1.698 infecções e 19 mortos, enquanto Moçambique conta 1.154 infectados e nove mortos.
São Tomé e Príncipe contabiliza 726 casos e 14 mortos e Angola tem 506 casos confirmados de covid-19 e 26 mortos.

A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mantém há vários dias 3.071 casos e 51 mortos, segundo o África CDC.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egipto em 14 de Fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infecção, em 28 de Fevereiro.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 566 mil mortos e infectou mais de 12,79 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Inforpress/Lusa/Fim

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