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Covid-19: África precisa de 100 mil milhões e pede perdão dos juros da dívida

Adis Abeba, 25 Mar (Inforpress) – Os ministros das Finanças de África avisaram que o continente precisa de uma ajuda imediata de 100 mil milhões de dólares, defendendo o perdão dos juros da dívida deste ano, no valor de 44 mil milhões de dólares.

“África necessita de um estímulo económico de emergência no valor de 100 mil milhões de dólares [92,5 mil milhões de euros]; como tal, o perdão de todos os juros da dívida deste ano, estimados em 44 mil milhões de dólares [40,7 mil milhões de euros], e a possível extensão deste perdão a médio prazo, daria margem orçamental imediata e liquidez aos governos nos seus esforços para responder à pandemia da covid-19”, lê-se num comunicado da Comissão Económica da ONU para África (UNECA) distribuído em Adis Abeba, onde decorreu a reunião dos ministros das Finanças.

No documento, explica-se que “o perdão do pagamento dos juros não deve incluir apenas os pagamentos da dívida pública, mas também deve incluir as emissões de dívida soberana” e acrescenta-se que “os ministros concordaram na necessidade de se ponderar que, para os Estados frágeis, sejam perdoados os juros e as amortizações da dívida, encorajando a utilização dos instrumentos do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Banco de Desenvolvimento Africano e outras instituições regionais”.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, já tinha defendido a criação de um pacote de ajuda no valor de 150 mil milhões de dólares [138,7 mil milhões de euros] para África, sob a forma de apoio aos orçamentos dos países e empresas privadas em África.

Na proposta de três pontos, o governante etíope defendia também o apoio do G20, o grupo das 20 nações mais industrializadas, à Organização Mundial de Saúde e ao Centro de Controlo e Prevenções de Doenças africano para fortalecer os sistemas de saúde e a preparação para a emergência sanitária.

No terceiro ponto, Abiy Ahmed propunha ainda a implementação de uma estratégia global de redução da dívida e planos de reestruturação destes montantes, lembrando que “uma estratégia e uma abordagem globais” são necessárias para conter a pandemia de covid-19.

No comunicado da UNECA, os ministros das Finanças africanos lembraram que “mesmo antes da pandemia, África já estava a sofrer uma enorme diferença entre o financiamento recebido e o necessário para cumprir as metas de desenvolvimento” e vincaram que as previsões apontavam para uma queda de 2 ou 3 pontos percentuais, em média, de quebra no crescimento devido à pandemia.

Para os ministros africanos, além de uma resposta coordenada e unida por parte dos governos, é também necessário que o sector privado proteja os 30 milhões de empregos em risco, “particularmente no turismo e na aviação no continente”, defendendo ainda que “noutros sectores como a agricultura, importações e exportações, produtos farmacêuticos e banca, todos os juros e pagamentos de dívida empresarial devem ser usados para reestruturar, eliminar e garantir liquidez em 2020”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000.

O continente africano registou 58 mortes devido ao novo coronavírus, aproximando-se dos 2.000 casos em 45 países e territórios, segundo as estatísticas mais recentes.

Vários países adoptaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena, estado de emergência e o encerramento de fronteiras.

Inforpress/Lusa

Fim

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