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Covid-19/1º de Maio: STIF afirma que continuará “firme” e “fiel” na defesa dos direitos dos trabalhadores

Cidade da Praia, 01 Mai (Inforpress) – O Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras de Cabo Verde (STIF) garantiu hoje que face ao contexto da pandemia do novo coronavírus, que afecta o país, continuará “firme” e “fiel” na luta para defender os direitos dos trabalhadores.

Num comunicado enviado à Inforpress, a propósito do Dia do Trabalhador, que se celebra nesta sexta-feira, o STIF, através do seu presidente, Aníbal Borges, considerou que este ano a celebração do 1º de Maio fica marcada sem quaisquer eventos ou actividades, devido às restrições impostas pelas autoridades nacionais devido a covid-19.

“Muitos devem ter ficado infectados com Covid-19 e não sabemos ainda do futuro dos mesmos. É neste quadro que comemoramos mais um 1º de Maio, e num clima de muita incerteza em relação ao nosso futuro e das nossas famílias”, declarou.

Aliás, o sindicalista lembrou que o STIF, desde o inicio da pandemia, defendeu a necessidade de implementação de medidas com vista a salvaguardar e proteger os trabalhadores, lamentando que, por causa dessa situação, alguns postos de trabalho poderão sofrer consequências.

“Como devem saber, todos os sectores, uns mais e outros menos, foram atingidos por esta pandemia e, de maneira significativa, pelo que urgem medidas robustas e globais e, em especial com as organizações empresariais, a fim de obter compromissos específicos de que as melhorias práticas serão observadas em todos os locais de trabalho, e apoiar a todos que irão deixar de trabalhar por qualquer motivo”, advogou.

Face a essa situação, prosseguiu a mesma fonte, muitas instituições públicas e privadas já colocaram os seus trabalhadores em layoff, frisando que esta decisão reflecte a tentativa do empregador em fugir das suas responsabilidades ou de castigar aos seus colaboradores.

O presidente do STIF garantiu neste quadro que o sindicato continuará “firme” e “fiel” na luta e defesa dos direitos dos trabalhadores, destacando que os mesmos devem, por sua vez, continuar a ser “solidários” com os seus sindicatos, com vista a salvaguardar os direitos e a conquista de novos direitos e por uma sociedade mais justa.

O sindicalista alertou ainda para os impactos negativos que a covid-19 tem na camada feminina e juvenil, ressalvando que todos os sindicatos devem considerar medidas de protecção contra a violência doméstica e de incentivos de emprego e empreendedorismo jovem.

“O STIF apela a todos que aproveitem esta ocasião para reflectirmos sobre o futuro do trabalho e do mundo pós esta pandemia do Covid19, na medida em que, seguramente, todos seremos forçados a mudar o nosso comportamento e, sobretudo, a nossa forma de relacionar uns com os outros, se queremos efectivamente retomar a vida normal e resgatar o tempo roubado pelo Covid19”, declarou.

Destacou, por outro lado, o excelente trabalho que alguns trabalhadores, devido a natureza de profissão, são obrigados a estarem na linha da frente e que em alguns casos foram expostos ao trabalho prolongado e a exposição constante ao público, no cumprimento das suas missões.

O Dia do Trabalhador é celebrado anualmente a 1º de Maio.

A data remonta ao dia 1º de Maio de 1886, nos EUA, quando mais de 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, numa manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas. Em consequência, a polícia tentou dispersar a manifestação, ferindo e matando dezenas de operários.

CM/JMV
Inforpress/Fim.

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