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Covdi-19/Porto Novo: Sem pasto e sem ração animais vão começar a morrer no Planalto Norte, alerta líder associativo

Porto Novo, 21 Abr (Inforpress) – Os criadores de gado no Planalto Norte, Porto Novo, Santo Antão, dizem “apreensivos” e receiam perder os seus animais, dada a seca prolongada que fez desaparecer o pasto nessa localidade e as dificuldades na compra de ração.

“Sem pasto e sem ração é muito provável que os animais vão começar a morrer”, alertou o criador de gado e líder da associação comunitária Luz Verde do Norte, António Lima, para quem a única actividade económica existente no Planalto Norte (pecuária) “está em risco”.

Numa carta, a que a Inforpress teve acesso, este responsável explica que o Planalto Norte é uma comunidade dispersa e, parcialmente, isolada, onde, desde o ano de 2016, “quase não tem chovido”, o que vem acarretando “muitas dificuldades na vida das famílias, que dificilmente vão resistindo à seca”.

A juntar a uma dura seca de três anos consecutivos, “que já estava a levar estas famílias ao limite”, surge a pandemia do novo coronovírus (covid-19) e as consequentes medidas de quarentena, impostas pelo Governo, que complicaram ainda mais a vida das famílias, que estão sem quaisquer rendimentos para a compra de alimentos e ração animal, alertou António Lima.

Segundo o líder associativo, nesta comunidade reside cerca de uma centena de famílias, todas dependentes da criação de cabras para a produção de queijos, actividade que está em risco devido à pandemia de covid-19, aliada à situação de seca severa.

A associação Luz Verde do Norte lançou uma campanha denominada “Norte solidário”, como forma de mobilizar “parcerias” para mitigar as dificuldades vividas, neste momento, pelas famílias do Planalto Norte, avançou.

O Planalto Norte, a passar por “dificuldades acrescidas” por causa da pandemia do novo coronavírus, está “a merecer toda a atenção” da câmara do Porto Novo, informou o edil, Aníbal Fonseca, assegurando que a sua edilidade tem dado “maior atenção” às famílias nessa parcela do território municipal.

O autarca admite que a “situação já difícil” que se vive no Planalto Norte piorou com a chegada da pandemia, que obrigou o Estado a decretar medidas restritivas para conter a programação da doença, as quais estão tendo “grande repercussão” na vida dos 600 habitantes desse planalto, que vivem dependendo da pecuária.

Assegurou, porém, que essa parcela do território municipal está a merecer todo o cuidado da sua câmara, através do emprego público e do fornecimento de água e luz eléctrica de forma gratuita, mas também a nível de segurança alimentar, com distribuição de cestas básicas às famílias.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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