Coordenadora das Nações Unidas reconhece “papel muito importante” de Cabo Verde na busca de soluções para os Estados insulares

Cidade da Praia, 04 Ago (Inforpress) – A Coordenadora Residente da ONU reconheceu hoje o “papel muito importante” de Cabo Verde enquanto Estado insular, em particular na liderança da coordenação de uma resposta de soluções conjuntas ao nível dos Estados insulares da região.

“Penso que Cabo Verde tem tido um papel muito importante enquanto Estado insular, em particular na liderança da coordenação de uma resposta de soluções conjuntas ao nível dos estados insulares da região, em particular da região do Atlântico, do Índico e do mar do sul da China”, disse.

Ana Graça, que falava à imprensa na cidade da Praia, realçou que acentuadamente há dois anos que Cabo Verde está a liderar um processo, juntamente com Samoa e Barbados, da criação do índice de vulnerabilidade multidimensional, que já está em fases finais de elaboração, cujo relatório será apresentado também pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, no final do ano.

Tal relatório, afirmou, demonstra as especificidades e as vulnerabilidades acrescidas que os Estados insulares têm perante qualquer outra categoria de país e, mais ainda, relativamente aos Estados insulares desta região, seja, em particular, as vulnerabilidades económicas e sociais, ambientais também.

“Cabo Verde tem estado no centro de um diálogo global que está a haver para a criação deste índice. Abre oportunidades de diálogo em termos de acesso ao financiamento, transferência de capacidades, tecnologias. Enfim, é um processo longo, complexo, mas que pode trazer grandes oportunidades para os Estados insulares e para Cabo Verde que é um dos países mais afectados por essa insularidade e as vulnerabilidades específicas”, frisou.

Por outro lado, afirmou, Cabo Verde tem muito para oferecer por ser um “grande Estado oceânico”.

“Há aqui várias potencialidades ligadas à economia azul, que vão desde a própria indústria farmacêutica, as questões ligadas à biotecnologia, a cultura das algas, enfim várias oportunidades que devem ser realmente mostradas para que Cabo Verde também possa ser um centro de referência quando se fala em inovação e em diversificação económica, ligada a este grande oceano”, continuou.

GSF/JMV
Inforpress/Fim

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