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Coordenador da campanha “Menos álcool mais vida” pede engajamento das Câmaras Municipais

Cidade da Praia, 31 Mai (Inforpress) – O coordenador da campanha “Menos álcool, mais vida”, Manuel Faustino pediu hoje o engajamento das câmaras municipais nessa iniciativa da Presidência da República contra o uso abusivo do álcool.

Manuel Faustino que falava durante a primeira reunião do Conselho de Concertação Territorial (CCT) que reúne o Governo e os presidentes das câmaras municipais, disse que o sucesso dessa luta depende em larga medida das autarquias.

“As autarquias estão em contacto directo com as pessoas, têm um papel fiscalizador importante, têm um papel pedagógico importante, têm um papel na questão do licenciamento da venda ambulante das bebidas alcoólicas, que é proibida por lei, têm um papel importante ao nível da produção que é um problema muito sério aqui em Santiago onde há a produção doméstica”, disse.

Conforme explicou, os problemas decorrentes do uso abusivo do álcool vêm se agudizando nomeadamente a nível das relações familiares, da saúde e da segurança pelo que, salientou, ninguém pode ficar parado perante esse grave problema.

Para além do problema da quantidade, há também o problema da qualidade da bebida alcoólica que vem sendo consumida, com substâncias tóxicas já identificadas e que acabam por provocar doenças como o cancro, que hoje é segunda causa de mortalidade no país.

Ademais acrescentou que por cada pessoa bêbeda, com intoxicação aguda gasta-se em média, só em medicamentos cerca de quatro mil escudos, o que representa o grande ónus para o Estado.

Assim, lançou um olhar particular nos festivais promovidos pelas câmaras municipais.

“Quando há festivais as delegacias de saúde têm de ter estoques de soros, de diazepam e outros medicamentos. Portanto, uma rectaguarda tem de estar preparada para responder e tratar os bêbados”, precisou.

Manuel Faustino recorreu às estatísticas de outros países, por serem inexistentes em Cabo Verde, para mostrar que os ganhos com a produção e a distribuição de bebidas alcoólicas (actividade económica) é de longe inferior àquilo que se gasta para compensar os efeitos negativos do consumo.

“Nós todos sabemos das grandes pressões no INPS, dos custos com as reformas prematuras, com a incapacidades, com as evacuações ligadas ao álcool. Por isso um apelo particularmente às camaras municipais”, salientou indicando que as autarquias são fundamentais nessa luta e citou o exemplo de medidas que resultaram em alguns pontos do país.

“Aqui na Praia e também em Santo Antão com a redução do horário de funcionamento dos estabelecimentos da venda de bebidas alcoólicas, os bancos de urgências registaram uma queda imediata das ocorrências provocadas pelo uso abusivo das bebidas alcoólicas”, realçou.

A campanha “Menos álcool, mais vida” foi lançada em 2016 pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, e já conta com o engajamento de várias personalidades e instituições públicas e privadas.

MJB/FP

Inforpress/fim

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