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Coordenador da Campanha Livres e Iguais confiante na receptividade dos cabo-verdianos sobre os direitos das LGBTI

 

Cidade da Praia, 20 Dez (Inforpress) – O coordenador da campanha Livres e Iguais em Cabo Verde, Samori Araújo, mostrou-se hoje confiante com a receptividade dos cabo-verdianos em relação aos direitos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTI).

Em declarações à Inforpress durante o evento de comemoração do segundo aniversário da campanha Livres e Iguais em Cabo Verde, intitulado “O Amor faz uma Família” e promovido pelas Nações Unidas na Cidade da Praia, o coordenador fez um balanço positivo dos dois anos no terreno.

Segundo ele, a campanha conseguiu passar a mensagem de liberdade e igualdades, assim como trouxe para o debate a questão dos direitos humanos das pessoas LGBT que antes “não era falado no país”.

Samori Araújo disse estar ciente que os desafios ainda persistem, já que o essencial é a mentalidade das pessoas que não falam da sexualidade, tendo em conta que a sociedade cabo-verdiana é “profundamente religiosa”.

“Daqui a cinco ano, a sociedade cabo-verdiana vai estar a encarar este assunto com muito mais abertura, porque uma coisa desconhecida desperta medo, mas agora já se fala e acredito que os cabo-verdianos vão estar muito mais receptivos, a responder de uma forma muito mais positiva a esse tipo de debate e a dar valor aos direitos das pessoas LGBTI”, frisou.

No dia 10 de Dezembro de 2015, Dia Internacional dos Direitos Humanos, Cabo Verde lançou a campanha Livres e Iguais das Nações Unidas, juntando-se a vários outros países do mundo nesta iniciativa e sendo o primeiro país africano a realizar a referida campanha.

Esta é uma campanha inédita e global das Nações Unidas para promover a igualdade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, visando aumentar a conscientização sobre a violência e a discriminação homofóbica e transfóbica, bem como promover um maior respeito pelos direitos das pessoas LGBTI, em todos os lugares do mundo.

No evento de hoje, que contou com a presença da madrinha da campanha, Mayra Andrade, e que culmina com uma série de iniciativas que decorreram durante o ano, foi apresentado um vídeo sobre o impacto da campanha na sociedade cabo-verdiana.

A coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ulrika Richardson, a ministra da Família e Inclusão Social, Martiza Rosabal, e outros convidados das instituições públicas e privadas, da sociedade civil e da comunidade LGBTI, marcaram também presença.

DR/CP

Inforpress/Fim

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