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Contradições de Trump criam défice credibilidade e complicam vida de assessores

 

Washington, 17 Mai (Inforpress) – As contradições do Presidente norte-americano, Donald Trump, estão a criar défices de credibilidade para os seus assessores, encarregues de justificar as declarações e os comportamentos do ocupante da Casa Branca.

Quando foi noticiado que Trump divulgou informação muito sensível a responsáveis russos, com quem se reuniu na Sala Oval, rapidamente foram despachados vários assessores para garantirem que a história era “falsa”.

Mas, na manhã seguinte, a garantia, por exemplo, do director da Segurança Nacional, H. R. McMaster, foi minada pelo próprio Trump, o que fez deste assessor o último em data a enfrentar um conflito público com o chefe da Casa Branca, onde os problemas de credibilidade se sucedem.

De facto, Trump disse que tinha dado informação aos russos. Mas que não havia nada de errado com isso, acrescentou.

Em duas mensagens divulgadas na sua conta na rede social Twitter, Trump afirmou que a conversa com o chefe da diplomacia russa e o embaixador russo nos EUA era uma forma aceitável de dar informação relacionada com a segurança aérea e o terrorismo, acrescentando que tinha “o direito absoluto” de partilhar os detalhes.

Estas mensagens questionaram os comentários anteriores de McMaster sobre a história que foi primeiro noticiada pelo The Washington Post.

Este tipo de conflitos tem sido uma quase constante na Casa Branca, durante a era de Trump, sobre questões que vão da dimensão da assistência à cerimónia de tomada de posse à demissão do antigo conselheiro para a segurança Nacional, Michael Flynn, passando pela afirmação de Trump de que Obama o mandou espiar.

Com frequência, Trump encarrega os assessores de defenderem declarações aparentemente falsas ou incorrectas ou contestarem de forma agressiva assuntos. Porém, por vezes, ele próprio os contradiz.

Estas contradições têm dificultado aos assessores a defesa efectiva das posições de Trump.

“É sempre uma função difícil. Mas não tenho qualquer dúvida que o presidente tornou-a mais difícil para os seus assessores mais próximos, que o têm de apoiar”, afirmou Ari Fleischer, que foi assessor de imprensa do presidente republicano George W. Bush.

O próprio Trump já questionou a credibilidade do que os seus representantes dizem. Na semana passada, colocou mensagens no Twitter em que garantiu que, como é um presidente muito activo, nem sempre é possível que os seus assessores falem com perfeita exactidão. Sugeriu também, na altura, que o melhor seria acabar com os encontros diários com os jornalistas e passar a responder por escrito.

Questionado hoje sobre se está preocupado com a redução da credibilidade da Casa Branca, o assessor de imprensa, Sean Spicer, afirmou: “Ninguém quer isso”.

Lusa/Fim

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