Contas/2016 : Presidente da Assembleia Nacional confirma ter disponibilizado documentos ao grupo parlamentar do PAICV

 

Cidade da Praia, 19 Abr (Inforpress) –  O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos confirmou hoje ter disponibilizado ao grupo parlamentar do PAICV, documento que os deputados desse partido  dizem « revelar indícios de risco de derrapagem orçamental e colocam em causa a sustentabilidade macro-económica do país”.

“A única informação que o presidente da Assembleia Nacional pode prestar é que, de facto, o grupo parlamentar do PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde) solicitou esta informação, que nós detínhamos, e que, por imposição legal, tivemos que prestar”, disse o chefe da casa parlamentar cabo-verdiana, ao ser solicitado a comentar as declarações da líder da bancada do PAICV sobre as contas trimestrais de 2016.

Em comunicado, esta terça-feira,18, o PAICV disse ter constatado “com muita preocupação, uma clara, perigosa e negativa mudança” na estratégia de financiamento do défice orçamental” pela via do endividamento interno”.

Para Jorge Santos, em relação à avaliação que os deputados do PAICV fazem “dessas informações, não cabe ao presidente da Assembleia Nacional fazer qualquer comentário”.

“Neste momento, nós, o que temos que fazer, é criar o ambiente necessário e institucional para que isso seja debatido a nível do Parlamento e tratado nas instâncias oficiais”, precisou Jorge Santos.

A estratégia de financiamento do défice orçamental, segundo o PAICV, pela via do “endividamento interno” é “uma via perigosa”, porque a dívida interna tem uma maturidade muito mais curta do que a dívida externa, o que implica uma maior pressão sobre a tesouraria.

De acordo com o maior partido da oposição, “no financiamento externo, apesar dos riscos cambiais inerentes, é ainda menos oneroso do que o financiamento interno”.

Por sua vez, reagindo às declarações da líder da oposição, a partir da cidade do Mindelo, em Vicente, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse que, cada vez que Janira Hopffer Almada fala, vai “completamente ao desencontro” dos dados reais, lembrando que “tudo de mau” que influenciou o quadro macro-económico de 2016 é da “total responsabilidade” do PAICV.

“A líder da oposição, evidentemente, tem que dizer sempre alguma coisa, mas de cada vez que diz está-se a responsabilizar relativamente àquilo que o PAICV deixou e que estamos a consertar rumo a um melhor ambiente de negócios”, ajuntou Ulisses Correia e Silva.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

 

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