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Consultores internacionais pedem reforço e formação dos guias turísticos das ilhas do Fogo e Santiago

Cidade da Praia, 19 Nov (Inforpress) – Consultores da Itália defendem o reforço e formação dos guias turísticos nas ilhas do Fogo e Santiago, no âmbito do projecto apoio ao micro-empreendedorismo feminino ambientalmente sustentável no sector do turismo rural, visando a resiliência dos sectores vulneráveis.

Esta posição foi manifestada pela coordenadora nacional do referido projecto e secretária executiva da OMCV, Iloisa Cardoso, na Cidade da Praia, à margem de uma reunião com os três consultores representantes da Persone Come Noi, da Cátedra Unesco em Desenvolvimento Sustentável e Gestão do Território, da Universidade de Turim, e do Parque Natural dos Alpes Marítimos da Itália, parceiros do projecto e membros do Comité de Suporte.

O encontro, apontou, visa confrontar estes dois comités e socializar os elementos que encontraram nestes dois territórios num contexto de consultoria realizada no âmbito do referido projecto.

 “Foram absorver estes elementos e socializar connosco sobretudo pontos a serem melhorados nas comunidades”, sublinhou Cardoso.

Estes consultores, indicou a coordenadora, trabalharam em três eixos, primeiro a recolha de informações nas comunidades, onde notaram que falta alguma inclusão social, capacidade de associativismos, sendo que as associações estão “muito fracas” e faltam “mais vozes” femininas.

No segundo eixo, que conforme apontou é a nível de trilhos e do turismo em geral, os consultores constataram a necessidade de reforçar e formar guias turísticas para que possam ir além “de mostrar o caminho aos turistas”.

“Para que possam também contar as histórias, fazer uma narração do destino a ser visitado, da cultura, gastronomia, artesanato, passar conhecimento acerca das plantas endémicas, da fauna, de entre outros”, elucidou.

Isso tudo, precisou Iloisa Cardoso, para que os turistas possam ganhar experiência e conhecer toda a história ligada ao território visitado, tendo acrescentado ainda que a sinalização, identificação carece de melhorias, de modo a que os turistas possam definir bem o destino.

Conforme elucidou, os consultores internacionais verificaram também que há necessidade de se trabalhar a nível das zonas de amortecimento.

O terceiro eixo que era a promoção do território mostra, segundo a mesma, a necessidade de criar redes institucionais no sentido de vender os destinos.

“Aqui entra também a possibilidade de criar trilhos que contem história dos produtos vendidos no território, que conta por exemplo a histórias do queijo, do café e facilitar o acesso dos turistas a produtos locais”, disse.

O projecto está a ser implementado nas ilhas do Fogo, Santiago e Santo Antão, sendo que falta visitar o último, no entanto realçou que o propósito é sempre garantir a sustentabilidade e possibilidade de replicabilidade, pelo que pretendem apresentar projectos desta natureza a outros financiadores, de forma a conseguir financiamento para abarcar outros territórios do País.

A duração inicial do projecto era de 36 meses, mas devido a pandemia da covid-19 foi estendido a 42 meses e está orçado em um milhão e quinhentos mil euros.

TC/AA

Inforpress/Fim

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