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Construção da nova sede do BCV com recursos do Fundo de Pensões não põe em riscos prestações sociais – Governador

 

Cidade da Praia, 04 Jul (Inforpress) – O Governador do Banco de Cabo Verde (BCV) garantiu hoje que a construção da nova sede com recursos do Fundo de Pensões não vai por em riscos as prestações sociais dos beneficiários do regime privativo de previdência social do BCV.

João Serra falava na cerimónia de lançamento da obra para a construção do edifício que ficará situado em Achada Santo António, na Cidade da Praia, e cujo custo ascenderá a pouco mais de 1,8 milhões de contos, aproximadamente 17 milhões de euros, totalmente suportados pela contribuição dos trabalhadores.

A nova sede será propriedade do Fundo de Pensões e será cedida ao BCV em regime de leasing financeiro. Com isto, o BCV assumirá, por conta do fundo, as prestações mensais dos beneficiários deste até à extinção desta responsabilidade, por se tratar de um fundo fechado.

“Nenhum beneficiário do regime privativo de previdência social do BCV deixará de receber as prestações sociais que lhes são devidas, por causa da construção da nova sede do BCV com os recursos do seu Fundo de Pensões. Todos continuarão a receber em tempo e hora o que lhes é devido e as contas do BCV sairão beneficiadas com transparência e rentabilização desses recursos”, disse o governador.

João Serra garantiu, igualmente, que o investimento na construção da nova sede não trará quaisquer consequências negativas à situação de inflação no país, que, conforme salientou, se encontra já muito controlada.

“Também não impactará as reservas externas que têm evoluindo de forma sustentada e bastante favorável nos últimos tempos, atingido valores suficientes para o financiamento de mais de seis meses de importações de bens e serviços projectados para 2017”, assegurou.

Por outro lado, destacou que as obras vão contribuir para a dinamização da actividade económica na Cidade da Praia, com impacto positivo ao nível do emprego de mão-obra qualificada, tanto ao nível da construção em si, como das várias especialidades existentes e ainda no trabalho da fiscalização.

A duração da obra é de dois anos de três meses e vai estar a cargo do consórcio constituído pela empresa espanhola Construtora San José, e pela empresa cabo-verdiana Sociedade de Construções, SGL.

O projecto tem a assinatura do conceituado arquitecto Siza Vieira, segundo João Serra, pelas suas características, dimensão e complexidade valorizará não só o BCV como também a Cidade da Praia e Cabo Verde.

“Será seguramente a obra arquitectónica de referência em Cabo Verde e uma atracção turística”, frisou.

O acto de lançamento da obra, bem como a assinatura do auto de consignação das obras às empresas construtoras foram presididas pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que salientou a necessidade do BCV ter um edifício à altura dos seus desafios.

“Não é sequer uma questão de compensação. É uma questão de necessidade de facto. Não só pelo prestigio que o BCV tem que ter no país, mas também uma questão da segurança das suas operações, da qualidade que o Banco central tem que projectar na economia do país e aqui ganhamos várias coisas”, disse, apontando para os impactos positivas dessa construção.

MJB/JMV

Inforpress/fim

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