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Conselho Nacional da UNTC-CS reúne-se em clima de muita polémica e contestação (c/áudio)

Cidade da Praia, 23 Nov (Inforpress) – A reunião do Conselho Nacional da UNTC-CS, realizada hoje na sequência de um processo interposto pelo Tribunal do Trabalho da Praia, está envolto em polémica já que alguns conselheiros foram vedados ao encontro pela secretária-geral, Joaquina Almeida.

Convocada “com a finalidade da normalização do funcionamento dos órgãos” da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), a reunião, segundo os conselheiros, resulta de uma decisão do Tribunal da Praia que deu seguimento a um processo interposto por um grupo de oito sindicatos filiados nesta central sindical.

Ainda assim, o grupo dos contestatários alega que, “contrariamente ao despacho do Juiz que ordena que a reunião seja realizada com base no artigo 33º, ponto 1 dos Estatutos, ou seja, ordinariamente, a reunião foi convocada extraordinariamente, o que viola a determinação do Tribunal”.

Além disso, queixam-se de que um número significativo de membros efectivos do Conselho Nacional não foi convocado o que, considera o grupo, viola os Estatutos.

À imprensa, Eliseu Tavares, na qualidade do conselheiro da UNTC-CS, explicou que a reunião “está envolto em muita polémica, claramente há indício de uma fraude que está a ser orquestrada”, alegando que os conselheiros têm um despacho do juiz do Tribunal do Trabalho da Praia que não foi respeitado.

“A reunião do Conselho Nacional só foi marcada porque o Tribunal do Trabalho da Praia obrigou a secretária-geral a convocar esta reunião do Conselho Nacional para fazer com que os órgãos da UNTC-CS, de facto funcionem, mas o que nós já estamos a ver é que além de não respeitar os sindicalistas e os conselheiros, ela não respeita as decisões dos Tribunais”, referiu Tavares.

“Temos aqui uma vergonha em que conselheiros eleitos no VII Congresso da UNTC-CS chegaram aqui à Central Sindical e, pura e simplesmente são proibidos de entrar na sala de reuniões, assim como a própria imprensa. Uma total falta de consideração e de respeito para com as leis e para com os despachos do Tribunal para com a própria UNTC-CS”, lamentou.

Considerou que ao impedir a entrada dos conselheiros, a “secretária-geral está a manipular e a orquestrar uma maioria, como tem habituado, infelizmente nos últimos tempos”, razão pela qual acusou Joaquina Almeida “de violar as leis, os estatutos e de cometer um crime”, desrespeitando os conselheiros que, mesmo sem serem convocados, apresentaram-se e são barrados à entrada.

Em termos estatutários, explicitou, todos os conselheiros da UNTC-CS eleitos no VII Congresso têm acesso a reunião do Conselho Nacional e não só, podendo até estar presentes convidados sem direito à voto.

Já a secretária-geral da UTCS-CS, Joaquina Almeida limitou-se a afirmar à imprensa que esta reunião do Conselho Nacional se realiza à porta fechada e recusou prestar declarações prometendo, no final dos trabalhos, apresentar o resultado do encontro à comunicação social.

SR/HF

Inforpress/Fim

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