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Consagração da morna impõe maiores responsabilidades na sua preservação, salvaguarda e promoção – PM (c/vídeo)

Cidade da Praia, 11 Dez (Inforpress) – O primeiro-ministro assegurou hoje que a consagração da Morna como Património Imaterial da Humanidade impõe a Cabo Verde maiores responsabilidades na preservação, salvaguarda, valorização e promoção da morna no país, junto da diáspora e no mundo.

Ulisses Correia e Silva fez estas considerações logo após a classificação da morna como Património Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), oficializada em Bogotá, Colômbia, às 15:49 de Cabo Verde, pela secretária do Comité, Maria Lopez Sorzano, em cerimónia acompanhada através da Internet no Palácio do Governo.

Num ambiente festivo, entre felicitações, aplausos e abraços, o chefe do Governo garantiu que Cabo Verde irá cumprir e honrar com a UNESCO e com o mundo o reconhecimento da morna como património de toda a Humanidade, tendo aproveitado a ocasião para agradecer a directora-geral desta organização, “pelo empenho muito grande na colaboração para que esse momento fosse realidade”.

Adiantou que o Governo já tem previsto no Orçamento do Estado para 2020 verbas para o inicio da implementação do plano de salvaguarda, aprovada no conjunto do dossiê desta candidatura e revelou que o Instituto do Património Cultural foi dotado de um novo estatuto que reforça as suas competências na preservação do património histórico e cultural cabo-verdiano.

Ulisses Correia e Silva considerou “enorme e de capital intrínseco” este estatuto da morna junto da UNESCO e promete que Cabo Verde vai aproveitar bem esta distinção, tanto do ponto de pista de notoriedade do país, como da promoção da cultura e da economia, particularmente no turismo.

“O turismo passará, a partir de hoje, a ter a marca mais indelével da expressão mais genuína deste povo crioulo, com mais de cinco séculos e meia de história, a morna. Este é também uma grande oportunidade para o sector empresarial da música nacional”, explicitou o primeiro-ministro, convicto que novas carreiras, palcos e agendas se abrem com esta distinção.

Parafraseando o falecido compositor Manel de Novas, na música “Biografia dum Criol”, Ulisses Correia e Silva disse sentir-se feliz no dia de hoje, que “todos devem sentir-se feliz de ter nascido cabo-verdiano” e agradeceu a todos os músicos, comunicação social e os países que apoiaram o processo desta candidatura para que a morna pudesse ser celebrada como a “alma da cabo-verdianidade”.

SR/CP

Inforpress/Fim

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