Congresso recomenda maior participação dos assistentes sociais na elaboração de políticas sociais

Cidade da Praia, 17 Mai (Inforpress) – Uma maior participação dos assistentes sociais na elaboração das políticas sociais em Cabo Verde e uma aposta forte na investigação são algumas das recomendações do III Congresso dos Assistentes Sociais da Macaronésia que terminou hoje na Cidade da Praia.

Sob o lema “Serviço social: direitos humanos justiça e inclusão social”, o evento que teve a duração de dois dias, contou com a participação de representantes de todas as ilhas de Cabo Verde e das Canarias, Açores e Madeira.

Para a presidente da Associação Cabo-verdiana de Assistentes Sociais, Suelly Carvalho, foi um encontro importante de troca de experiências com abordagem de temas relacionados com as áreas de direito, da inclusão social e da justiça.

Os assistentes sociais querem participar mais na elaboração de políticas em Cabo Verde, à semelhança do que já acontece em outras paragens, querem a unificação do curricular dos cursos de serviço social ministrados no país e uma aposta forte na investigação.

Três áreas, que na perspectiva da ministra da Educação, e ministra da Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, inserem no plano geral do Governo e de forma particular do ministério que tutela.

A governante, que esteve na cerimónia de encerramento, frisou que houve nos últimos dois anos e meio uma forte aposta do Governo no reforço institucional na área da intervenção social.

“Nós acabamos de fazer por exemplo o estatuto do ICCA (Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente), foi criado há dois anos e meio nesse ministério com competências na área da família e da inclusão social e nós temos à frente da direcção mais importante uma assistente social e nós vamos continuar a fazer esse processo de reforço”, disse.

“Antes não recrutávamos os quadros com formação específica e, neste momento, é evidente que para aumentar a própria qualidade do serviço isto é fundamental”, acrescentou.

Sobre a necessidade de investigação, Maritza Rasabal classifica também de “importante”, pois salientou, apesar dos conhecimentos profissionais muitas vezes os trabalhos dos assistentes sociais não estão baseados num conhecimento sólido da realidade.

“Os problemas sociais são gerais, mas têm diferentes formas de manifestar. Portanto, nós temos que apostar também na investigação, também como uma área muitíssimo interessante e que nós apoiamos”, disse.

Para a ministra foi “óptima” a realização desse congresso em Cabo Verde na medida em que poderá abrir novas perpectivas de colaboração, de aprendizagem mútua, sobretudo neste momento em que Cabo Verde a área social constitui uma área de investimento.

“Tanto na área da educação como na família e inclusão social temos dois grandes projectos que são financiados pelo Banco Mundial. Portanto, aqui essa área deixou de ser uma área de gastos para ser uma área de investimentos porque, no fundo, o que se pretende é investir hoje para termos todos um futuro melhor”, sustentou.

A cerimónia de encerramento do III congresso dos Assistentes Sociais da Macaronésia foi presidida pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, que realçou a contribuição desses profissionais classificando-a de “importantíssima e imprescindível” para a elaboração dos planos e no alcance dos resultados conseguidos desde a independência até hoje.

MJB/CP
Inforpress/fim

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