Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Confrontos entre salafistas e militares de Hafter causam 7 mortos na Líbia

Tunes, 08 Mai (Inforpress) – Pelo menos seis soldados sob o comando do marechal Jalifa Hafter, homem forte do leste da Líbia, e um miliciano dos grupos salafistas morreram hoje em confrontos perto de Derna, cidade próxima da fronteira com o Egipto.

A informação foi dada à Efe pelo porta-voz do ‘Conselho de Derna’, Mohamad al-Mansuri, que adiantou que os combates começaram na primeira hora de hoje, quando as forças fiéis a Hafter atacaram com unidades de infantaria e artilharia ligeira o eixo viário que conduz ao distrito oriental de Fatayeh.

“As tropas da Operação Dignidade (de Hafter) sofreram numerosas baixas e perderam carros de combate e outras máquinas de guerra durante o ataque, que pode ser repelido. Os nossos soldados obrigaram-nos a retirar-se para Martuba”, garantiu o porta-voz salafista.

“Na sua fuga deixaram abandonados seis cadáveres. Um dos nossos homens também morreu”, acrescentou Al-Mansuri, denunciando ainda que aviões de combate da Força Aérea do Qatar participam na ofensiva e já lançaram 42 ataques desde 30 de Abril.

Al-Mansuri tornou a denunciar o drama humanitário que sofre a cidade, cercada pelas tropas de Hafter desde há meses, e instou as organizações internacionais a pressionara e enviar ajuda para “evitar um drama”.

Por seu lado, o secretário da Federação Mundial de Clérigos Muçulmanos, Ali Salabi, responsabilizou também o presidente do governo apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Líbia, Fayez Al-Sarraj, a presidente do Conselho de Estado, Jaled Mashri, e o presidente do parlamento em Tobruk, Aquila Saleh.

Salabi acusou igualmente o enviado especial da ONU para a Líbia, Ghassam Saleme, pelos “crimes de guerra que se cometem em Derna” por permitir a ofensiva de Hafter, um antigo membro do grupo que tomou o poder em 1969, juntamente com Muhammar Khadafi, derrubado em 2011.

Depois de uma ruptura com Khadafi, Hafter acabou por se mudar para o Estado norte-americano da Virgínia, onde adquiriu o estatuto de cidadão dos EUA e se tornou no principal opositor ao regime líbio no exterior, tendo alegadamente sido recrutado pela agência central de informações (CIA, na sigla em Inglês).

Ao fim de semanas de mistério e polémica sobre o seu estado de saúde, a “Operação Dignidade” garantiu hoje que o marechal se apresentou no cerco a Derna e dirigiu uma ofensiva que, segundo as suas palavras, “procura acabar com o terrorismo na Líbia”.

Em discurso realizado na noite de segunda-feira, a pretexto do quinto aniversário da criação da “Operação Dignidade”, Hafter – que esteve hospitalizado há semanas num hospital de Paris – afirmo que tinha chegado “a hora zero para libertar Derna”.

A cidade, que é o principal núcleo urbano antes da fronteira com o Egipto, é desde os anos 1980 o núcleo do salafismo e dos milicianos extremistas na Líbia e foi a primeira cidade a proclamar-se livre depois do início da revolta que oito meses mais tarde acabaria por derrubar Khadafi.

A Líbia é um Estado falhado, a braços com o caos e a guerra civil, desde que em 2011 a comunidade internacional contribuiu militarmente para a derrota de Khadafi.

Hoje, tem três focos de poder, todos sem legitimidade popular, a saber, um, em Tripoli, apoiado pela ONU, outro em Tobruk, controlado por Hafter e um terceiro, formado pelas cidades de Misrata e Zintan.

Além da divisão política, a nação norte-africana está sacudida pela presença de numerosos grupos de milicianos e a actividade de grupos de contrabandistas de pessoas, armas e combustível, que sustentam a sua economia.

Lusa/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos