Conflito de propriedade e troca de tiros leva advogada a apresentar queixa-crime contra a polícia

Cidade da Praia, 21 Nov (Inforpress) – A advogada Ana Hopffer Almada ameaça apresentar queixa-crime contra a Polícia Nacional (PN) por causa de um tiroteio ocorrido hoje na Ribeira Grande de Santiago, que culminou com detenção de um suposto invadido e impunidade do invasor.

Esta defensora disse a Inforpress que para além da queixa-crime vai dar entrada nas instâncias judiciais um processo para o embargo de uma obra na alegada propriedade do seu constituinte, argumentando que “foi invadido por terceiro”, e de reivindicação ao reconhecimento do direito de propriedade e proibição de perturbação.

“Pensamos que o único método de conseguir fazer pressão à própria polícia para cumprir o seu dever de proteger os cidadãos sejam eles quais forem e deixar que os tribunais decidam quem é que tem direito, proteger os dois lados da mesma forma, seria falar com a comunicação social. Com isto garanto a segurança do meu constituinte até segunda-feira”, referiu.

Segundo a advogada, tudo terá acontecido por causa de uma invasão à casa do pai do seu constituinte que reside numa casa há 65 anos, mas que hoje foi surpreendido por João da Cruz e filho que, com camião carregados de materiais de construção civil como blocos, britas e areias invadiram a propriedade, com a justificação que adquiriram o terreno na câmara municipal.

Perante a exigência dos “invasores”, prosseguiu a mesma fonte, para que os ocupantes deixassem o terreno, em como estariam dispostos a deitar a baixo a habitação,  às partes entraram em discussão, com o seu constituinte a apresentar a certidão de  registo para confirmar título de propriedades, e que houve troca de tiros no meio da discussão, sem que entretanto alguém ficasse ferido.

A advogada mostrou-se indignada com a alegada atitude da Polícia Nacional da Cidade Velha, por entender que foi “imparcial” ao auscultar apenas uma parte, a ponto do “invadido” decidir chamar a polícia da Praia, que, entretanto, deteve apenas o seu filho, ao passo que o invasor promete regressar esta noite “com ameaça de morte, assente na construção no terreno em conflito”.

À Inforpress tentou contactar a Polícia Nacional na tentativa de uma reacção mas até esta os esforços tem sido infrutíferos.

SR/AA

Inforpress/Fim

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