Condutores da câmara da Praia partem para greve de três dias com início esta segunda-feira

Cidade da Praia, 16 Set (Inforpress) – Os condutores de automóveis ligeiros profissionais da câmara da Praia partem para uma greve de três dias, com início na segunda-feira, 19, em protesto contra a não aprovação e implementação do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS).

A informação foi dada à Inforpress, pelo vice-presidente do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Francisco Furtado, explicando que os condutores estão a exigir o enquadramento nos termos do PCCS de 2013, na categoria de 2D nível 3, e com efeitos retroactivos.

Segundo informou, no passado dia 16 de Maio o SISCAP e a Câmara Municipal estiveram reunidos no encontro de mediação convocada pela Direcção Geral do Trabalho (DGT) para tentar evitar manifestações e greves.

Do encontro, adiantou, a autarquia praiense comprometeu-se que no dia 30 de Agosto iria enviar a proposta de implementação do PCCS ao sindicato que, por sua vez, daria o seu parecer para depois publicar e implementar os salários dos condutores, de acordo com a lei, entretanto frisou, a “câmara não se dignou em cumprir o prometido”.

“Levando em conta esta situação, entregamos um pré-aviso de greve e esta quinta-feira estivemos num encontro sob a mediação da DGT, mas a câmara não se dignou em resolver essas pendências. Tendo em conta que não chegamos a um entendimento (…) os condutores acharam por bem partir para a greve nos dias 19, 20 e 21 de Setembro”, acrescentou, afirmando que a greve será durante todo o dia.

Francisco Furtado avançou que para o primeiro dia, a greve está marcada para às 08:00 em frente às instalações da câmara, na Fazenda, no segundo dia a concentração será em frente ao edifício da câmara, no Platô, e no terceiro a concentração será novamente na Fazenda para exigirem o cumprimento das reivindicações.

O sindicalista apontou, por outro lado, que a câmara tem um total de 52 condutores pesados e auto ligeiros, mas somente 16 da categoria ligeiro estão filiados no SISCAP, e que tendo em conta o número de condutores que a autarquia terá nesses dias de greve, o SISCAP não concordou com o acordo de serviço mínimo.

Caso os problemas dos condutores auto ligeiros não se resolvam, concluiu, o SISCAP irá reunir-se com os trabalhadores para decidirem quais serão os próximos passos.

CM/CP

Inforpress/Fim

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