Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Condenados à morte 18 acusados por atentados contra igrejas coptas no Egipto

Cairo, 28 Mai 2019 (Inforpress) – Um tribunal militar egípcio condenou hoje 18 pessoas à pena de morte pelo seu envolvimento em três atentados cometidos contra igrejas coptas entre Dezembro de 2016 e Abril de 2017, com um balanço de pelo menos 70 mortos.

Outros 19 acusados, incluindo uma mulher, foram sentenciados a prisão perpétua e dez a penas de entre dez e 15 anos de prisão, segundo informou em comunicado o Supremo tribunal militar de recurso, onde decorreu o julgamento.

O tribunal enunciou o nome de vários condenados, mas não precisou as penas que correspondem a cada um deles, nem especificou em que atentados concretos estão alegadamente envolvidos.
Entre os condenados a 15 anos de prisão encontra-se uma “criança” que não foi identificada, como não foi referida a sua idade e as acusações dirigidas.

Todos os condenados, indicou o tribunal, pertenciam a “duas células que adoptaram o pensamento” do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) e cometeram três atentados contra igrejas coptas situadas no Cairo e nas cidades de Tanta e Alexandria (norte do Egipto), no decurso de celebrações religiosas.

No primeiro ataque, morreram pelo menos 15 fiéis e 50 ficaram feridos, na sua maioria mulheres, na explosão de uma bomba no interior da catedral de São Marcos no Cairo, em 11 de Dezembro de 2016.

Em 09 de Abril de 2017, Domingo de Ramos, foram atacadas duas igrejas quase em simultâneo em Tanta e Alexandria, com um balanço de pelo menos 45 mortos e 100 feridos.

O EI reivindicou estas acções, e ainda outros ataques contra peregrinos cristãos cometidos nos últimos anos no Egipto.

Após os atentados de Abril de 2017, o Governo egípcio decretou o estado de emergência, que permanece em vigor, e meses depois intensificou a sua campanha militar no norte da península do Sinai (nordeste), onde actuam diversos grupos ‘jihadistas’.

Lusa/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos