Concessão Aeroportos: Não vamos permitir que postos de trabalho sejam colocados em causa – sindicato

Espargos, 10 Mai (Inforpress) – A presidente do Sintcap, Maria de Brito, asseverou hoje que não vai permitir que os postos de trabalho dos trabalhadores da ASA sejam colocados em causa, com a concessão do serviço público aeroportuário a investidores privados.

Maria de Brito fez essas declarações na sequência do anúncio de que os aeroportos e aeródromos de Cabo Verde vão passar a ser geridos pelo grupo privado francês Vinci Airports SAS, empresa seleccionada pelo Governo cabo-verdiano, para o efeito.

“Fomos pegos de surpresa. O Sindicato dos Transportes, Comunicações e Administração Pública (Sintcap), e o Sindicato dos Transportes, Hotelaria e Turismo, (Sitthur) endereçaram, no segundo semestre de 2021, um pedido de encontro com o Governo no sentido de se sentar à mesa e falar sobre o processo. E até este momento não tivemos qualquer reacção do Governo”, manifestou em tom de descontentamento.

A sindicalista, para quem os trabalhadores da Empresa Nacional de Segurança Aérea (ASA) não foram tidos nem achados no processo de concessão dos aeroportos, evita falar, por agora, sobre os pormenores do processo por não estar munido de todos os dados.

Entretanto, depreende, que os 80 milhões de euros que Cabo Verde vai receber, com a adjudicação da concessão do serviço público aeroportuário de apoio à aviação civil ao grupo Vinci Airports, está longe do expectável.

Adivinhando que com a nova gestão há serviços que poderão vir a ser terceirizados, a sindicalista diz-se preocupada nesse sentido, avisando desde logo, que os sindicatos representantes dos trabalhadores “não vão permitir” que os postos de trabalho destes mesmos trabalhadores sejam colocados em causa.

O grupo privado francês Vinci Airports SAS, empresa seleccionada pelo Governo cabo-verdiano para gerir os aeroportos e aeródromos de Cabo Verde é considerada “uma gigante” nesta matéria, administrando mais de cinquenta aeroportos em vários países do Mundo.

Segundo comunicado na página do Governo, a intenção de concessionar o serviço público aeroportuário de apoio à aviação civil a investidores privados tem por objectivo “expandir e modernizar” a rede aeroportuária cabo-verdiana e, ao mesmo tempo, promover o turismo no País.

“Reforçando a posição competitiva dos aeroportos nacionais em benefício da economia nacional e dos passageiros e utilizadores das infra-estruturas aeroportuárias e captando o interesse de novos operadores aéreos”, lê-se.

É neste quadro, refere a mesma fonte, que o Governo, após ter tramitado o procedimento legal previsto para o efeito, avançou com a adjudicação da concessão de serviço público aeroportuário de apoio à aviação civil ao grupo Vinci Airports.

A propósito, o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, esclarecendo os meandros do contrato, há dias em conferência de imprensa, informou que Cabo Verde vai receber, até ao primeiro trimestre de 2025, 80 milhões de euros com a adjudicação da concessão do serviço público aeroportuário de apoio à aviação civil ao grupo Vinci Airports.

Acrescentou, por outro lado, que após 40 anos de concessão “todas as infra-estruturas” colocadas à disposição do grupo Vinci Airports irão voltar para o Estado de Cabo Verde.

SC/HF

Inforpress/Fim

 

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