Comunidade cabo-verdiana constitui “componente determinante” na sociedade portuguesa –Marcelo Rebelo de Sousa

Cidade da Praia, 10 Abr (Inforpress) – O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que a comunidade cabo-verdiana em terras lusas constitui uma “componente determinante” na sociedade do seu país.

O chefe de Estado português fez estas declarações durante a cerimónia da sessão especial da Assembleia Nacional para assinalar a visita de quatro dias que está a realizar a Cabo Verde.

“Trata-se de uma comunidade, além de forte e dinâmica,  muito bem integrada (na sociedade portuguesa) tão bem que, no dia-a-dia,   não nos damos conta  de que se trata de uma comunidade estrangeira”, indicou Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando que os portugueses  não sentem a comunidade cabo-verdiana como se fosse “forasteira”.

Para o chefe de Estado português, os cabo-verdianos residentes em Portugal são parte integrante da “construção quotidiana” daquele país europeu.

Os cabo-verdianos e seus descendentes, no dizer dele, “contribuem activamente” para a economia nacional, assim como para a sociedade e cultura portuguesas e, ainda, participam no “esforço colectivo para fazer progredir Portugal”.

Lembrou que há dois dias homenageou o músico cabo-verdiano Tito Paris com o grau  de Comendador da Ordem de Mérito, um “gesto de reconhecimento pelo seu talento e obra”.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, a homenagem a Tito Paris é, também, um “gesto simbólico de reconhecimento e de apreço pela comunidade cabo-verdiana residente em Portugal”.

“Cabo Verde está no coração dos portugueses  e, em particular no coração do Presidente da República Portuguesa que tudo fará para continuar a estreitar os laços  entre os dois países numa perspectiva do futuro”, precisou Rebelo de Sousa.

Por outro lado, o chefe de Estado português prestou a sua homenagem à democracia cabo-verdiana, assim como pela transição pacífica para o multipartidarismo e pelo respeito pela vontade popular em cada pleito eleitoral.

“Queria aqui  hoje homenagear a cultura democrática, que faz hoje parte da  política da sociedade cabo-verdiana e que faz de Cabo Verde o exemplo, não apenas no seu contexto regional africano, mas muito para além dele, numa época em que estes  valores da democracia e da liberdade estão em risco em tantas partes do mundo”, enfatizou Marcelo Rebelo de Sousa, para quem o “exemplo singular” do arquipélago deve ser dado a conhecer a quem ainda não o conhece.

Referindo-se à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), com mais de dez anos de existência, Marcelo Rebelo de Sousa frisou que a comunidade conseguiu ganhar o seu espaço a nível mundial, quer a nível político, cultural e económico, e que muitos países terceiros já se aperceberam da importância da CPLP e, daí resulta  o “elevado número de pedidos de adesão ao estatuto de membros associados”.

“Quanto mais valorizarmos a CPLP mais valorizamos os seus estados membros”,  declarou, anunciando que no próximo ano, por  ocasião da cimeira sob a presidência de Cabo Verde, Portugal e o arquipélago estarão presentes para reafirmarem a sua aposto conjunta na comunidade.

LC/AA

Inforpress/Fim

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