Comunicação Social: Formador diz que Cabo Verde tem uma legislação avançada

Cidade da Praia, 19 Out (Inforpress) – O formador Paulo Nogueira defendeu hoje que Cabo Verde dispõe de uma legislação avançada ao nível da comunicação social e profissionais conscientes do papel que desempenham nessa era em que a informação e desinformação se cruzam.

A afirmação foi feita momentos depois do encerramento de uma formação de capacitação de jornalistas sobre “Jornalismo do século XXI”, promovida pela Agência Cabo-verdiana de Notícias (Inforpress) em parceria com a Agência de Notícias de Portugal (Lusa), na Cidade da Praia.

“Penso que Cabo Verde é um país com uma legislação avançada ao nível da comunicação social, com órgãos de comunicação social com debilidades como Portugal tem ou como existem em outros países, e penso que os jornalistas têm a consciência do papel que têm de desempenhar nesta altura em que a informação e desinformação se cruzam e se confundem”, realçou, sublinhando que esses profissionais são os certificadores da informação.

Para Paulo Nogueira, que é também chefe de redacção da Lusa, a capacitação é um processo contínuo e a agência cabo-verdiana está “num bom caminho” de consolidação, de rearranjo de encontrar soluções para o seu próprio funcionamento e de relacionamento com os outros órgãos.

Por outro lado, salientou que há uma “certa preocupação” de dotar a agência de outras técnicas para que a mesma possa desempenhar o seu serviço como uma agência de notícias.

Em relação à formação que contou com a participação de jornalistas de outros órgãos de comunicação social do país, Paulo Nogueira realçou que foi “muito enriquecedora” sendo que permitiu conciliar diferentes estilos, organizações e formas de trabalho, mas também partilha de experiência entre as partes.

Na ocasião, a gestora única da Inforpress, Jacqueline Furtado, reconheceu que nessa era da desinformação em que os cenários mediáticos têm estado a mudar com uma certa rapidez é necessário que os jornalistas estejam capacitados e com formação continua.

Informou que de 2018 a 2020 será ministrado um total de sete acções de formação que serão alargadas aos outros órgãos de comunicação social.

Jacqueline Furtado defendeu que para a reestruturação da Inforpress será necessário também o reforço das competências nos vários domínios, tendo assegurado que neste momento a prioridade é o sector da multimédia.

A formação sobre a temática “Jornalismo do século XXI” teve a duração de seis dias e abrangeu um total de 46 colaboradores da Inforpress, sendo 36 da redacção, dez da aérea administrativa e suporte e 20 beneficiários de outros órgãos de comunicação social.

A mesma foi cofinanciada pela Embaixada de Portugal, na Praia, através do Instituto Camões da Cooperação e da Língua.

AV/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos