Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania e Forças Armadas partilham ideais da Declaração Universal

Cidade da Praia, 25 Jan (Inforpress) – A Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) quer intensificar a parceria com as Forças Armadas, enquanto órgão de soberania capacitado para proteger o país, para transmitir os ideais dos Direitos Humanos.

Esta preocupação foi transmitida esta manhã à instituição castrense pela presidente da CNDHC, Zaida Freitas, durante uma palestra que decorreu no Estado Maior das Forças Armadas, na Cidade da Praia, envolvendo oficiais, sargentos, praças e pessoal civil das Forças Armadas afectos aos comandos e serviços sedeados na ilha de Santiago.

Zaida Freitas enalteceu a importância da formação, sobretudo dos próximos recrutas, através de módulos virados para os direitos humanos, no sentido de fazer com que os militares sejam replicadores da Declaração Universal, por pertencerem a uma instituição vocacionada para a protecção e promoção da paz.

Trata-se de uma acção de partilha de conhecimentos para a actualização contínua dos conhecimentos dos militares em matéria de direito, justiça, disciplina e cidadania, visando reforçar as suas competências para a implementação do II Plano Nacional de Direitos Humanos e Cidadania.

O plano inclui diretrizes relaccionadas com a criação de uma estratégia nacional de educação para os direitos humanos a nível do sistema formal de ensino e das forças de segurança.

A iniciativa conta com a parceria da “Youth for Human Rights”, uma organização internacional que veio partilhar este projecto, pelo que a CNDHC decidiu envolver as Forças Armadas, enquanto portadores dos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de forma a serem replicadores destes princípios.

Esta organização tem o propósito de disponibilizar recursos e actividades educacionais que informam, apoiam e unem os indivíduos, educadores, organizações e organismos governamentais na difusão e adopção da Declaração Universal dos Direitos Humanos em todos os níveis da sociedade.

Enquanto isto, o primeiro-tenente Silvino Semedo, comissário para os Direitos Humanos e Defesa Nacional, considerou “pertinente” aos militares debruçar-se sobre esta declaração, neste ano da comemoração do 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, dado ao papel “muito importante” das Forças Armadas na promoção da paz”.

Considera que os efectivos devem estar sempre actualizados em matéria dos direitos humanos, asseverando mesmo que, desde sempre, as FA respeitam, cultivam e promovem os direitos humanos, argumentando que a dignidade da pessoa humana se assume como o valor absoluto que sobrepõe ao próprio Estado.

Nesta palestra, que se enquadra no âmbito das actividades comemorativas do 51º Aniversário das Forças Armadas, assinalado a 15 de Janeiro, as partes dissertaram, ainda, sobre o “status quo” dos Direitos Humanos em Cabo Verde e perspectivas futuras os Direitos Humanos e as Forças Armadas.

SR/CP

Inforpress/Fim

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