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Comissão Nacional da Unesco inaugura projecto vencedor do concurso “Labirinto do Género”

Cidade da Praia, 09 Dez (Inforpress) – A Comissão Nacional da Unesco inaugurou hoje na Praça Alexandre Albuquerque, no Platô, o projecto vencedor do concurso “Labirinto do Género” que visa abordar a questão da desigualdade de género de uma forma inovadora.

O projecto vencedor, que recebeu um prémio de investigação no valor de 45 mil escudos, coube aos estudantes da área de engenharia, arquitectura, designer e comunicação da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde e da Universidade de Cabo Verde.

A equipa é constituída por Paulo Duarte, Igor Monteiro, Jacira Gonçalves, Hamilton Correia e Leila Monteiro.

Segundo a presidente executiva da CNU, Carla Palavra, que inaugurou, conjuntamente com o ministro da Cultura, Abraão Vicente, a estrutura vencedora, disse que através deste concurso quiseram trazer para a mesa de debate a questão de desigualdade de género de uma forma inovadora e engajando os jovens neste combate.

Este concurso, lançado em Agosto, visava desafiar os jovens universitários a criarem uma estrutura artística com o propósito de chamar a atenção das comunidades e das autoridades sobre os impactos sociais, económicos, psicológicos da pandemia da covid-19.

Um dos critérios para a elaboração deste projecto, explicou, passava por respeitarem a mobilidade.

Sendo assim, este trabalho, que representa simbolicamente um labirinto de género, das desigualdades, das dificuldades das pessoas no acesso ao mercado de trabalho, a educação, vai passar para outros municípios do País.

“Pretendemos tirar o projecto do centro urbano e levar a outros municípios para que outras pessoas possam transitar por este labirinto e possam recolher informação sobre o estado, os dados estatísticos e os estudos que nos mostram como é que está a questão da desigualdade de género em Cabo Verde e tirar algumas aprendizagens”, disse, ajuntando que é uma forma de “provocar as pessoas, provocar reflexões e quebrar alguns paradigmas”.

Em nome da equipa vencedora, Jacira Gonçalves explicou que com este trabalho arquitectónico, conseguiram mostrar os olhares dos homens e das mulheres sobre as temáticas de violência, acesso à educação, sexualidade, acesso ao mercado de trabalho e protecção cívica.

Foi ainda retratado através de cordas, com base nos dados do Instituto Nacional de Estatísticas e da Polícia Nacional, dados de violência baseada no género, dados sobre agressão sexual e dados sobre acesso ao ensino no País.

A equipa que ficou em segundo lugar recebe o montante de 35 mil escudos e o terceiro classificado recebe um valor de 25 mil escudos para investigação.

Este concurso foi lançado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Comissão Nacional de Cabo Verde para a Unesco, em parceria com o Ministério da Educação, o Fundo das Nações Unidas para as Populações, Instituto Camões, Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género, Centro de Investigação e Formação em género e família da Universidade de Cabo Verde e a Universidade Jean Piaget.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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