Comandante da polícia alerta que São Tomé não está imune a atos terroristas

 

São Tomé 27 Ago (Inforpress) – O comandante geral da polícia nacional são-tomense, Domingos Nascimento, alertou hoje que São Tomé e Príncipe “não está imune” a atos terroristas, por haver no arquipélago interesses ocidentais que podem “servir como referência”.

“Face a uma ameaça tão devastadora como o terrorismo internacional, São Tomé e Príncipe, enquanto parte integrante do mundo globalizado, não está imune a este fenómeno pois existem no nosso país instalações e interesse ocidentais plausíveis de serem referenciados como alvos”, disse o comandante geral.

Nesse sentido, Domingos Nascimento apelou ao governo para “encarar a segurança interna como prioridade para o desenvolvimento sustentável do país”, sublinhando ser “cada vez mais frequente a ocorrência de novos fenómenos criminais”.

“As forças e serviços de segurança terão de estar alerta para garantir os padrões mínimos exigidos de segurança, sobretudo nos aeroportos e portos do país e garantir a segurança pessoal das entidades nacionais e estrangeiras residentes”, defendeu.

O comandante geral destacou também a necessidade de se combater o tráfico internacional de estupefacientes, de seres humanos e de uso ilegal de armas, que considera serem “ameaças com repercussões ao nível local”.

Domingos Nascimento denunciou a presença em São Tomé de organizações criminosas “com ligações a células estrangeiras”.

O comandante geral da polícia, que falava na cerimónia do 42º aniversário da criação da polícia, sublinhou que “o perfil do homem são-tomense está a mudar e é cada vez mais notória a presença de são-tomenses envolvidos em situações de crimes organizados”.

Por isso, defendeu para a sua instituição “uma grande capacidade de organização, bem como a competência para definir com coerência, uma estratégia crucial que seja adequada à realidade” do país.

O presidente são-tomense, Evaristo Carvalho, comandante em chefe das Forças Armadas que presidiu à celebração dos 42 anos da criação da policia nacional, elogiou a corporação por ter sabido “afirmar-se como um pilar essencial da democracia e do estado de direito”.

Defendeu, contudo, que a polícia “deve sempre ajustar-se às exigências de cada momento, reestruturando-se, formando quadros, aperfeiçoando as suas técnicas e modos de intervenção, equipando-se com meios mais eficazes” para “fazer face aos novos desafios que o mundo moderno e a globalização se nos colocam cada dia com maior acuidade”.

Lusa/fim

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