Colóquio 150º aniversário do Seminário-Liceu de São Nicolau traça “percurso histórico” da instituição – académico

 

Cidade da Praia, 03 Jul (Inforpress) – O académico Lourenço Gomes disse hoje que o colóquio sobre o 150º aniversário do Seminário Liceu de São Nicolau visa traçar, o “percurso histórico” desta instituição e o seu contributo na formação religiosa e identidade cultural cabo-verdiana.

Segundo o professor universitário, natural da ilha de São Nicolau e um dos impulsionadores da iniciativa que decorreu na Cidade da Praia, um dos propósitos que nortearam a realização deste evento é o de discutir a importância do Seminário-Liceu no ensino em Cabo Verde no passado.

Para Lourenço Gomes, a Universidade de Cabo Verde envolveu-se neste evento a pedido das câmaras municipais da Ribeira Brava e do Tarrafal de São Nicolau que também, de acordo com as suas palavras, é “uma forma de levar a Uni-CV para fora das suas portas”.

“É o momento em que a Universidade de Cabo Verde dá o seu contributo nas celebrações dos 150 anos do Seminário-Liceu”, precisou Lourenço Gomes.

Instada se acredita que é desta vez que se vai criar um polo universitário na “terra de Chiquinho”, Gomes disse que o desafio já se lançou e, por isso, os presidentes das duas câmaras municipais de São Nicolau “não deixarão passar esta oportunidade para, no futuro, se resgatar aquilo que o sãonicolaense almeja há muito tempo”, ou seja, uma instituição do ensino superior.

Na cerimónia de abertura, tanto o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Pedro Morais, como o edil do Tarrafal, José Freitas, manifestaram o desejo de ver criado em São Nicolau um polo universitário.

Por sua vez, a reitora da Uni-CV, Judite Nascimento não descarta a possibilidade da criação de um polo universitário em São Nicolau, em parceria com as duas câmaras municipais da ilha.

Intervindo por ocasião da cerimónia do colóquio sobre os 150 anos do Seminário-Liceu de São Nicolau, o ministro da Cultura e Industrias Criativas, Abraão Vicente, reconheceu que a ilha “merece um polo universitário”, mas preferiu não avançar uma data para, segundo ele, “não ser cobrado”.

Confrontado pelos jornalistas para precisar sobre a criação de um polo do ensino superior naquela ilha, disse que fez aqueles comentários, tendo em conta o “percurso histórico” de São Nicolau que foi “a primeira ilha a receber uma instituição da dimensão do Seminário São José, que tinha a vertente de não só preparar os jovens para a parte eclesial, mas também para a vida civil”.

“Não creio que seja um debate que esteja, neste momento, em cima da mesa”, indicou o ministro, a propósito da criação de um polo universitária naquela parte do território nacional.

Para o chefe de Estado, que presidiu ao acto de abertura do referido colóquio, é “legítimo este tipo de pretensão” dos representantes dos sãonicolaenses, mas que quando se pensa criar uma universidade ou uma escola superior é preciso que sejam criadas as condições para que exerçam de forma digna as funções para sejam criadas.

Na sua perspectiva, não se deve criar apenas por criar e sem ter as condições mínimas para que funcione com o “mínimo de rigor e qualidade”.

O seminário-Liceu de Cabo verde foi fundado em 1866, na ilha de São Nicolau e, durante muito tempo, entre outras funcionalidades, proporcionou a formação religiosa e estudos no campo das humanidades em geral, participando, de forma indelével, na consolidação da identidade cabo-verdiana.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

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