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“Colocar placa na casa onde nasceu Teixeira de Sousa é um enriquecimento para São Lourenço, Fogo e Cabo Verde” – filho (c/áudio)

São Filipe, 06 Set (Inforpress) – A colocação de uma placa na casa onde Henrique Teixeira de Sousa nasceu, na localidade de São Domingos, a 06 de Setembro de 1919, é um “enriquecimento” para São Lourenço, para a ilha do Fogo e para Cabo Verde.

Estas foram as palavras proferidas pelo filho Henrique Teixeira de Sousa Júnior ao descerrar, hoje, a placa na casa onde o médico e escritor nasceu, juntamente com o presidente da Fundação da Casa das Bandeiras, entidade que promoveu um conjunto de actividades para celebrar o centenário de Henrique Teixeira de Sousa e que se prolonga até Março de 2020.

Henrique Teixeira de Sousa Júnior deslocou-se à ilha do Fogo com o propósito de participar na celebração do centenário do nascimento do pai e agradeceu as individualidades presentes, quer na deposição de coroa de flores na campa do escritor no cemitério de São Lourenço, como na colocação da placa identificativa da casa onde o mesmo nasceu há 100 anos, afirmando que se trata de uma “placa singela, mas que diz tudo quanto” vai no coração dele dos irmãos e da família.

O professor, activista cultural e investigador da obra de Teixeira de Sousa, Fausto do Rosário, considerou, por seu lado, que a figura de Teixeira de Sousa precisa de uma “valorização muito maior”, não só o escritor, mas o médico, que tem uma “obra notabilíssima”, e o homem publico com uma “intervenção notável” a nível da câmara e da sociedade mindelense, sobretudo, mas também no Fogo.

Teixeira de Sousa, disse Fausto do Rosário, é uma “personalidade multifacetada e que não se coibiu de dar opinião e de se imiscuir e participar em tudo que era relevante no seu tempo”, e, por isso, acrescentou, “importa conhecer melhor o homem, divulgar a sua obra”, esperando que este reconhecimento do centenário do seu nascimento “não fique exclusivamente pela efeméride” e se “perpetue” em actos que transmitam às novas gerações a figura de Teixeira de Sousa.

Para que isso aconteça, indicou a mesma fonte, é preciso que se ensine nas escolas, que a escola Teixeira de Sousa tenha consciência do valor do seu patrono e que as suas obras sejam ensinadas, divulgadas e debatidas.

“Que as novas gerações apreendam que aquilo que nós sabemos e conhecemos  sobre o Fogo, muito se deve ao Teixeira de Sousa”, acrescentou, sublinhando que há que  aprofundar a sua obra porque ele não fez tudo, mas abriu uma porta para compreensão da personalidade “da gente do Fogo” e da sua historia, e por isso deve-se continuar a investigar e enriquecer a obra que ele deixou.

Fausto do Rosário precisou que houve um “feliz acaso e a providencia e a natureza” se compuserem hoje para homenagear Teixeira de Sousa, observando que o céu cinzento pronunciando chuvas, e com algumas gotas a cair, e o cortejo com ar solene, fizeram lembrar as primeiras linhas do romance mais emblemático do escritor, Ilhéu de Contenda, cujas primeiras linhas davam conta de um céu semelhante ao registado hoje.

Além da colocação da coroa de flor e descerramento da placa, a celebração de centenário começou com alvorada a ritmo de tambores, percorrendo algumas ruas da cidade de São Filipe, e prolonga-se na tarde hoje com a cerimónia oficial da abertura das celebrações e apresentação da edição dos três trabalhos científicos do médico, escritor e antigo presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Henrique Teixeira de Sousa.

Os trabalhos científicos, reeditados pela fundação Casa das Bandeiras, são “O problema alimentar em Cabo Verde” editado ns Cadernos Caboverdeanos de Cultura e Divulgação nº 1, em 1954, pela Imprensa Nacional de Cabo Verde, “Alimentação e saúde nas ilhas de Cabo Verde”, Praia 1957, documento produzido por Teixeira de Sousa na qualidade de médico-adjunto da missão permanente de estudo e combate de endemias de Cabo Verde e presidente da comissão provincial de nutrição de Cabo Verde, e “Bibliografia nutricional de Cabo Verde”, publicado em 1966 na Separata do jornal Médico.

Henrique Teixeira de Sousa nasceu a 06 de Setembro de 1919 e faleceu a 03 de Março de 2005 em Portugal, vitima de atropelamento.

JR/AA

Inforpress/Fim

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