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CNE quer Plano de Eleições 2020/2021 que reflita a realidade e expectativas dos diferentes sectores da sociedade civil

Cidade 18 Out (Inforpress) – A presidente da CNE afirmou hoje que a instituição encontra-se a trabalhar para que o Plano de Eleições 2020/2021, a ser elaborado pela instituição, seja “eficaz e reflita a realidade e expectativas” dos diferentes sectores da sociedade civil.

Maria do Rosário Gonçalves fez estas afirmações em declarações à imprensa à margem do encontro de reflexão eleitoral, que teve como objectivo auscultar e recolher subsídios da sociedade civil sobre os mecanismos de mobilização e participação nas eleições autárquicas de 2020 e legislativas de 2021.

“Com este encontro de reflexão queremos garantir que o nosso plano de acção que venha a sair, seja efetivamente um plano que reflita a realidade cabo-verdiana e as expectativas da organização da sociedade civil, dos partidos políticos, dos jovens e sobretudo das associações comunitárias, para que possamos executar conjuntamente para que tenha sucesso e faça jus os recursos que serão alocados para sua execução”, declarou.

Durante o evento, prosseguiu, várias instituições que fazem parte da administração eleitoral serão desafiadas a reflectir sobre os mecanismos de participação popular que sejam adequados e equilibrados, realçando que a CNE quer com esta iniciativa criar um novo paradigma de participação, que seja “inclusiva e alargada” a todos os sectores da sociedade civil.

Conforme adiantou, a CNE trabalha para dar passos que permitam lançar os “grandes objectivos”, visando garantir “a consolidação do processo eleitoral, maior participação dos cidadãos e a sustentabilidade dos custos das eleições”.

Neste sentido, elucidou, a CNE quer analisar se os recursos alocados pode deixar falta a outros sectores da sociedade cabo-verdiana, lembrando, entretanto, que nunca faltou recursos em Cabo Verde para a realização de eleições.

“Queremos também trabalhar esta vertente da consolidação e fazer com que as eleições continuem a ser credíveis, que mereçam confiança, mas com menos custos, e menos custo pressupõe a influência de todos os setores. Não podemos deixar toda a responsabilidade da sensibilização e educação para a Comissão Nacional de Eleições e para administração eleitoral eleições”, asseverou.

Destacou, por outro lado, a importância das eleições, considerando que as mesmas não devem ficar apenas nas mãos dos políticos e dos órgãos de administração eleitoral e que é preciso que a sociedade civil e todos os sectores se apoderem também das suas responsabilidades neste sector.

Salientou a importância dos partidos políticos enquanto instituições democráticas, revelando que a CNE pretende de igual modo com este encontro de reflexão analisar até que ponto os partidos políticos têm responsabilidade ou não no alegado afastamento dos cidadãos da vida política e das eleições.

“É necessário que também os partidos políticos façam internamente e conjuntamente essas reflexões encontrando pontes que lhes permitem aproximar-se dos eleitores principalmente os eleitores jovens, reforçando a confiança de forma que efetivamente estes participem cada vez mais nas eleições, no processo democrático e na escolha dos governantes”, realçou.

O encontro de reflexão conta com a participação de vários sectores da sociedade civil cabo-verdiana, nomeadamente os serviços e entidades do Estado, órgãos de administração eleitoral, igrejas, associações juvenis e comunitárias, universidades, ONG e órgãos de comunicação social, entre outros.

 

CM/AA

Inforpress/Fim

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