CNDHC vê na educação do cidadão a esperança de melhorar os direitos humanos no País (c/áudio)

Cidade da Praia, 23 Jan (Inforpress) – A presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC) considera a educação um “instrumento importante” para incutir no cidadão o conhecimento e competências que o fazem consciente sobre os seus direitos e o dos outros.

Zaida Morais fez essas considerações quando falava hoje à imprensa, à margem de uma acção de formação sobre Educação para os Direitos Humanos, promovida pela CNDHC em parceria com a Amnistia Internacional Portugal e dirigida ao staff da instituição, parceiros e activistas que trabalham com os direitos humanos.

“Trata-se de uma formação cujo objectivo é fornecer conhecimentos de melhores estratégias e utilização das metodologias para comunicar com as pessoas sobre o tema dos direitos humanos. Isto, porque entendemos que um cidadão que seja conhecedor dos seus direitos está melhor preparado para reivindicar e exercer a cidadania, para defender os seus direitos e para se responsabilizar e defender os direitos dos outros”, disse.

Neste âmbito, sublinhou que trabalhar com públicos diferentes requere estratégias e metodologias adequadas a cada um desses grupos, pelo que a intenção da formação é que todos estejam melhor capacitados em técnicas participativas para trabalhar os diretos humanos com todas as pessoas.

Neste particular, lembrou que Cabo Verde no âmbito do II Plano Nacional da Acção para os Direitos Humanos e Cidadania prevê a criação de um Plano Nacional para Educação para os Direitos Humanos e que, para isso, o CNDHC pretende colaborar com o Ministério da Educação na elaboração do plano em apreço.

Conforme realçou, para isso, tanto a instituição como os seus parceiros devem estar preparados para trabalhar com os professores no sentido de passarem melhores mensagens sobre os direitos humanos.

Entretanto, ao usar da palavra nesse mesmo acto, o director executivo da Amnistia de Portugal, Pedro Neto, quem está a ministrar a formação de dois dias na Cidade da Praia, adiantou se tratar de uma partilha de experiências entre ambas as entidades visando o “enriquecimento de experiências”.

“Vamos trabalhar muito as técnicas de comunicação para os direitos humanos, virado para o associativismo e escolas, isto porque existem disciplinas que trabalham, cada vez mais, essa área, assim como professores”, asseverou.

Tudo isso, sublinhou Pedro Neto, porque a Amnistia de Portugal quer possibilitar à CNDHC de Cabo Verde todas as ferramentas que possui sobre os direitos humanos e aprender com a instituição cabo-verdiana o que melhor faz nos seus trabalhos sobre os direitos humanos.

A formação da qual participam 15 pessoas é executada por uma especialista em Educação para os Direitos Humanos da Amnistia Internacional, uma organização que actua em vários países, e que tem como missão a promoção e defesa dos princípios dos direitos humanos.

A actividade é financiada pela União Europeia, no âmbito do Projeto “Promover os direitos humanos e laborais através do Sistema GSP+”.

PC/FP

Inforpress/Fim

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