CNDE termina com assinatura de acordos que visam a melhoria do ambiente de negócios

 

Cidade da Praia, 24 Abr (Inforpress) –   O acordo de cooperação público-privado para a delegação de competências e o acordo para a melhoria do ambiente de negócios foram assinados hoje no final da reunião do Conselho Nacional do Desenvolvimento Empresarial (CNDE).

A reunião, que decorreu no Palácio do Governo e presidida pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, reuniu representantes da classe empresarial e os ministros das áreas da Economia, das Finanças e do Trabalho, com o propósito de discutir a implementação de um conjunto de actividades de capacitação técnica e institucional capazes de fazer crescer o país.

Durante a reunião foram analisadas questões ligadas à reforma da política industrial e as medidas a serem tomadas para a melhoria do ambiente do negócio, que originaram a assinatura dos dois acordos entre o Governo, as câmaras de comércio, indústrias e serviços do Sotavento e do Barlavento e a Câmara do Turismo.

Para a além da melhoria do ambiente de negócios, os acordos têm como finalidade, ainda, a racionalização e facilitação dos serviços públicos de suporte à iniciativa privada, a melhoria da competitividade do sector privado nacional, que manifestou a sua satisfação pelos “esforços” que vem sendo desenvolvidos pelo Governo com vista a melhoria do ambiente legal e institucional favorável ao desenvolvimento de negócios.

“Queremos apresentar toda a nossa satisfação dos resultados obtidos nesta reunião, porque pela primeira vez estamos a ir para além dos discursos e das intenções, entrando no cerne das questões, acordando na transferência de competências da parte do Governo para as câmaras”, afirmou o presidente da Câmara do Comércio, Indústria e Serviço do Sotavento (CCISS), Jorge Spencer Lima.

Por outro lado, o responsável considerou que a questão do desenvolvimento industrial de Cabo Verde, um assunto também abordado na reunião, necessita de um “novo impulso”, mas registou com agrado o compromisso do Executivo em adoptar uma política industrial, até 31 de Julho próximo.

“O acordo assinado para a melhoria do ambiente do negócio vai permitir que um conjunto de acções sejam executadas no sentido que as empresas possam trabalhar, produzir, ganhar dinheiro e investir e, consequentemente melhorar os níveis do emprego e criar mais postos de trabalho, distribuir riquezas e assumir a sua responsabilidade social”, considerou.

Por sua vez, o primeiro-ministro garantiu que está “fortemente” engajado para que os acordos sejam cumpridos, avaliados e que haja a partilha de uma “nova atitude”, lembrando que o Governo está interessado em conhecer a situação real do país, tendo uma atitude de proximidade e de partilha de competências para ser resolver os problemas.

“Quero aqui garantir que vamos fazer questão para que a nossa administração possa convergir relativamente a esta nova atitude”, realçou Ulisses Correia e Silva, sublinhando que agora o país terá que ser “bom gestor” da economia e deixar passar o tempo em que “foi bom” gestor da ajuda externa, porque agora o desafio é “muito maior”

Durante o encontro, o CNDE reiterou que a visão estratégica do país nos próximos anos deverá ser focada no desenvolvimento de parcerias para a competitividade, através da criação de uma economia “dinâmica, inovadora e inclusiva”, baseada num sector privado “forte e competitivo” e que seja capaz de enfrentar os desafios do país e satisfazer a demanda interna.

Nesta mesma linha, foi anunciado a realização, em Maio, da reunião do Conselho de Concertação Social, da Cimeira Público-Privada, no mês de Junho e, em Julho, o Governo quer fazer funcionar o Conselho Económico Social e Ambiental.

Antes, em Maio, será a vez do encontro dirigido ao empreendedorismo jovem e de empregabilidade.

O Conselho Nacional do Desenvolvimento Empresarial foi o culminar da I Semana do Sector Privado, que decorreu de 17 a 24 do corrente ano, em que o Governo esteve em diálogo com o sector, visando chegar a um acordo sobre as melhores formas a introduzir no sistema político, e garantir o desenvolvimento sustentado do sector.

DR/AA

Inforpress/Fim

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