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CMP promove debate sobre a Mutilação Genital Feminina

Cidade da Praia, 31 Jul (Inforpress) – A Câmara Municipal da Praia promove hoje, no bairro de Achadinha, uma conversa aberta com mulheres da comunidade africana para debater sobre a Mutilação Genital Feminina, uma prática cultural africana que viola os direitos humanos.

O encontro consta de uma série de actividades promovidas pela autarquia praiense, visando celebrar o Dia da Mulher Africana, assinalado a 31 de Julho.

Em declarações à imprensa, a coordenadora do serviço de Acção Social da CMP, Eunice Baessa, explicou que tendo em conta que há uma forte concentração desta comunidade no bairro da Achadinha, a câmara decidiu levar a essas mulheres os serviços de saúde e uma conversa aberta sobre a Mutilação Genital Feminina.

“Já que iremos conversar com mulheres africanas, o mais importante é falar sobre a Mutilação Genital Feminina sendo que é uma prática cultural muito forte a nível desta comunidade na qual somos contra. Queremos falar e alertá-las sobre este acto que é aceitável nos seus países de origem, mas deve ser minimizada para evitar o sofrimento das crianças”, referiu.

Eunice Baessa que é também enfermeira, disse que o acto não é praticado em Cabo Verde, mas sabe que quando chega o momento muitos pais regressam ao país para fazer a mutilação.

“Sabemos que não vai ser fácil, tendo em conta a dimensão da coisa em relação à autonomia da mulher africana em relação ao marido. Já iniciamos há alguns anos atrás juntamente com a VerdeFam, e todos os anos fazemos o trabalho de sensibilização sobretudo durante o mês de Fevereiro, data em que se celebra o Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina”, referiu.

A coordenadora adiantou que está previsto ainda rastreios, consulta clínica geral, saúde sexual e reprodutiva, testes de despiste HIV-Sida e outras doenças sexualmente transmissíveis. 

“Iremos ter também uma conversa aberta sobre o conceito impacto da vacinação contra a covid-19, usando uma linguagem mais simplificada, e um diálogo sob o lema “Protagonismo e empoderamento da mulher negra”, acrescentou.

O Dia da Mulher Africana consagrado à reflexão do papel da classe feminina de África na sociedade celebra-se a 31 de Julho. A data foi instituída a 31 de Julho de 1962, em Dar-Es-Salaam, Tanzânia, por 14 países e oito movimentos de libertação, na Conferência das Mulheres.

A assinatura desta efeméride surgiu quando foi criada a organização Pan-africana das Mulheres, que tinha o objectivo de discutir o papel da mulher na reconstrução de África na educação, na garantia da paz e na democracia.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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