CMP justifica atraso na recolha de lixo com problemas internos e relacionados com aterro sanitário

Cidade da Praia, 18 Fev (Inforpress) – A directora do Ambiente e Saneamento da Câmara Municipal da Praia (CMP) justificou hoje os atrasos na recolha de lixo com problemas internos e relacionados com o aterro sanitário, mas garantiu que os mesmos já estão a ser solucionados.

Daniela Horta, que falava aos jornalistas durante uma visita às obras de intervenção feitas pela autarquia na ribeira de Lém-Ferreira, admitiu que de facto a recolha de lixo não tem sido efectiva em todos os bairros da cidade da Praia.

Contudo, explicou que a nova equipa camarária, saída das eleições de 25 de Outubro, teve alguns problemas no início das suas funções, relacionados com a organização de pessoal e mesmo em termos de viaturas de recolha de lixo.

Entretanto, indicou que algumas soluções já foram adoptadas e que inclusive houve alguma melhoria nos últimos dias, mas garantiu que o serviço de saneamento da Câmara Municipal da Praia está a trabalhar no sentido de sanar o problema de fundo. 

Outro problema que, segundo Daniela Horta, tem contribuído para o atraso na retirada dos lixos nos contentores, tem a ver com condições no aterro sanitário. É que, conforme explicou, a infra-estrutura não dispõe de iluminação, o que tem impedido que os camiões façam o vazamento de lixo no período nocturno.

“As viaturas acabam dormindo cheios porque não conseguem trabalhar à noite e por isso logo pela manhã deslocam-se ao aterro para vazamento e depois regressam aos bairros com algum atraso para esvaziar os contentores e é essa situação que tem gerado algum acúmulo pela manhã e que tem dado a impressão de que há o acumular de lixo por vários dias”, disse.

Essa situação, segundo a responsável, também deve ser resolvida com a instalação de um posto de transformação no aterro sanitário, por forma que o lixo recolhido no terceiro turno possa ser vazado no mesmo dia, e a recolha do dia seguinte ser iniciada no momento certo, impedindo o acumular do lixo nas ruas da cidade da Praia.

Sobre as intervenções feitas na ribeira de Lém-Ferreira, Daniela Horta adiantou que foram retirados os entulhos, eliminadas as poças de água com colocação de terra, os arbustos e feito o desassoreamento com a criação de uma linha de água que leva o líquido, antes estagnado, directamente para o mar, por forma a evitar a eclosão de mosquitos vectores de doença como a dengue e o paludismo.

Esta intervenção, conforme aquela directora, foi feita na sequência de uma visita conjunta realizada à zona há algumas semanas, entre o Ministério da Saúde, a CMP, a Delegacia de Saúde, a AdS, durante a qual foi constatada a necessidade dessa intervenção porque havia água estagnada devido à avaria na bomba na estação de elevação.

“A CMP prontificou-se rapidamente a fazer a eliminação de água”, disse a responsável, adiantando, contudo, que a solução definitiva do problema só deve acontecer com colocação de uma nova bomba pela AdS.

Daniela Horta aproveitou, em nome da edilidade, para apelar à população no sentido de ter maior sensibilidade com o ambiente, e pediu que todos se envolvam para diminuir doenças, principalmente as transmitidas pelos mosquitos.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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