CMP estranha posição do sindicalista João Pires por promover manifestação dos trabalhadores da ADA

 

Cidade da Praia, 06 Jul (Inforpress) – A Câmara Municipal da Praia (CMP) estranhou hoje a posição do presidente do SIAP, João Pires, que promoveu a manifestação dos trabalhadores da ADA, “mesmo depois de ter recebido todas as informações sobre o processo”.

A reacção veio da parte da vereadora dos Recursos humanos e Assuntos Jurídicos, Edna Oliveira, em conferência de imprensa nos Paços do Concelho, na sequência da manifestação dos trabalhadores da Agência de Distribuição de Água (ADA), extinguido a 01 de Julho, que teve lugar no dia 04 de Julho, terça-feira, à frente da CMP.

A vereadora afirmou não entender a manifestação, já que no dia 30 de Maio teve uma reunião com  o presidente do Sindicato de Indústria, Agricultura e Pesca(SIAP) e mais três representantes dos trabalhadores, a pedido do sindicalista, para explicar a situação dos 55 funcionários, com a extinção da ADA e o funcionamento da empresa Água de Santiago (ADS).

“Em primeiro lugar, queremos manifestar o repúdio para com a atitude do senhor João Pires, enquanto representante do SIAP, porque falseou com a verdade quando disse que nem ele e nem os trabalhadores tinham informação sobre o processo”, esclareceu, indicando que a reunião serviu para explicar o valor da indeminização, a reforma antecipada e os termos da integração de alguns trabalhadores na ADS.

Segundo a vereadora, o pedido do encontro foi feito ao presidente do conselho de administração da ADA, que é o vereador António Lopes da Silva, mas que ela, na qualidade de Recursos humanos e Assuntos Jurídicos, esteve sempre a acompanhar o processo, motivo porque tenha sido a mesma a encontrar-se com o sindicato e os trabalhadores.

Edna Oliveira reiterou o seu espanto em relação à manifestação, tendo em conta que no final da reunião, o presidente do SIAP mostrou-se satisfeito com os esclarecimentos, mas decidiu partir para a manifestação, com a explicação de que estava a “fazer o seu trabalho”.

“Para mim, o senhor João Pires, com todo o respeito que eu tinha, até ao momento, parecia-me uma pessoa séria, mas neste processo não o está sendo, porque está a usar as fraquezas dos trabalhadores que estão a ver em causa os postos de trabalho”, declarou, ressaltando que a CMP “não pode aceitar” que um sindicato use essas fragilidades para mostrar que “está a fazer alguma coisa”.

Em relação aos 55 trabalhadores, a vereadora explicou que todos vão receber as suas indeminizações num montante que ultrapassa os 17 milhões de escudos, de acordo com o Código Laboral, sendo que 29 desses serão absorvidos pela ADS, com contrato de prestação de serviço, e os restantes 26 irão para a reforma antecipada.

A vereadora deu a garantia, entretanto, de que enquanto o processo da indeminização não estiver concluído, os trabalhadores vão continuar a receber os seus salários, mas assegurou que num espaço de 20 dias, no máximo, este processo deverá estar concluído, tendo-se mostrado disponível em receber e voltar a explicar aos trabalhadores o andamento do processo.

DR/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos