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Clássico da literatura brasileira “O Mulato” adaptado em banda desenhada por artista cabo-verdiano

 

Cidade da Praia, 14 Dez (Inforpress) – O clássico da literatura brasileira “O Mulato”, de Aluísio Azevedo, adaptado em formato de banda desenhada pelo artista cabo-verdiano Heguinil Mendes, foi hoje dada a estampa pela Embaixada do Brasil e Ministério da Educação, na Cidade da Praia.

O livro foi lançado em 1881, em meio a forte campanha em prol da abolição da escravatura no Brasil, mas hoje foi dada a conhecer aos mais jovens em formato de banda desenhada, com desenhos de Heguinil Mendes e o roteiro da professora universitária e leitora da rede Brasil Cultural Gildaris Pandim.

Durante o acto de lançamento, que decorreu na Biblioteca Nacional, o embaixador do Brasil em Cabo Verde, José Carlos Leitão, disse que a obra de Aluísio Azevedo “é muito importante”, porque se situa no momento da vida brasileira no século XIX em que a propaganda abolicionista ganhava corpo.

Agora, com a adaptação da obra em linguagem de banda desenhada, o diplomata acredita que poderá reforçar o prazer da leitura desse clássico da literatura em língua portuguesa e contribuir para a compreensão do legado colonialista e miscigenado do Brasil.

Para a ministra da Educação, Maritza Rossabal, transformar essa obra clássica para a literatura infantil “é muito importante e vai incentivar a leitura”, numa altura em que o Governo tem em execução o Plano Nacional da Leitura.

Conforme disse, essa obra, que fala sobre a escravidão e a forma como os seres humanos são vendidos, vai permitir aos professores e aos alunos perceberem um pouco mais da história do passado, do presente e perspectivar o futuro.

“Estamos a ver um fenómeno que todos achamos que era algo que tinha acabado no mundo, voltar a ressurgir (…) as terríveis cenas da venda dos escravos na Líbia, isto está acontecendo hoje, então este livro vai-nos permitir ver como se sentem essas pessoas que são vendidas e escravizadas”, frisou.

Para o artista Heguinil Mendes, que fez todos os desenhos desta obra, foi uma “edição especial e desafiante” retratar toda a obra clássica em desenhos.

Gildaris Pandim, que elaborou o roteiro, indicou que o guião foi feito duma forma de combinar a arte e o próprio texto, com diálogo entre as personagens, para que os alunos percebam a forma da construção dessa obra e, ao mesmo tempo, se interessem pela literatura no geral.

Esta obra, reforçou, tem tudo a ver com Cabo Verde, porque a escravidão é um ponto comum entre Brasil e Cabo Verde.

AM/CP
Inforpress/Fim

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