Civismo e campanhas de sensibilização marcam 27º Festival da Gamboa

Cidade da Praia, 19 Mai (Inforpress) – O segundo dia da 27ª edição do Festival da Gamboa terminou as 06:30 com a actuação do “reggae man” Alpha Blondy, num clima de “muita tranquilidade, paz e civismo”, mas com “queda acentuada” da assistência confirmada.

Marfinense, naturalizado norte-americano, Alpha Blondy, o autor do emblemático “Jerusalém”, fez jus a fama mundial que ostenta neste género musical internacionalizado por Bob Marley, ao encerrar o segundo dia com  mensagem de paz, harmonia e solidariedade, sobretudo aos povos “mais castigados” deste planeta, marcado por conflitos armados.

Ao que apurou a Inforpress, no terreno, junto das forças de segurança pública e privadas, os festivaleiros souberam colaborar com as diversas instituições que estiveram em todo o areal, diga-se em verdade, agora reduzido à terra por causa das obras de um novo empreendimento privado na zona.

Esta foi, também, a mensagem transmitida à Inforpress pelas organizações de carácter social como a Verdefam, a Morabi, a Cruz Vermelha de Cabo Verde e a Protecção Civil, de entre outras, que estiveram, de forma activa, nestes dias para sensibilizar o grande público em matéria de prevenção aos males sociais.

O este propósito, o festival foi aproveitado para o reforço da campanha de sensibilização sobre o HIV Sida, com a distribuição de preservativos e de materiais e informação.

A Cruz Vermelha, segundo os seus representantes no evento, esteve sempre atenta para atender as solicitações, de “um ou outro caso”, sobretudo de “exagero no consumo de bebidas alcoólicas”.

O controlo da polícia de fiscalização da IGAE foi aplaudido pelos próprios proprietários dos quiosques implantados, tanto pela Câmara Municipal da Praia como dos privados,  já que para além do objectivo primordial da sua missão, desdobraram-se na prevenção com a distribuição de luvas e toucas para cabelo, com olhos postos na saúde púbica.

A Polícia Nacional, que esteve com 150 elementos destacados para cada um destes dias no terreno da Gamboa, com alguns elementos da corporação infiltrados “à paisana” por entre o público, promete fazer o balanço só no final do evento, já que o festival prolonga-se esta noite com o denominado “Gamboínha” ou Gamboa Jovem, mas numa primeira abordagem alegam “nada de anormal”.

Certo é que o 27º Festival da Gamboa teve a mais baixa assistência de sempre, pelo que vendedeiras que investiram, à semelhança de Carla Neves, proprietária de uma das barracas de comes e bebes mostraram-se apreensivas com o “investimento perdido e sem retorno, muito por culpa dos 500$00 cobrados pela entrada”.

Esta preocupação foi, igualmente, manifestada pelo grosso dos músicos que, não obstante terem caprichado para corresponder à expectativa por que foram “contratados”, reclamaram da assistência longe do habitual, nesta que vai ser, certamente, o último festival realizado nesta praia da capital.

Gamboa 2019 encerra-se esta noite de domingo com um espectáculo virados para os mais jovens,  no qual se espera animação com palhaços, arte circense, pintura facial, jogos tradicionais e brinquedos insufláveis, de entre outras iniciativas.

O Gamboa Jovem, de acordo com a organização, está projectado para as 15:00, com actuações de artistas como Romeu di Lurdes, Trakinuz, Ras Jahknow, Zé Espanhol e Hélio Batalha.

SR/AA

Inforpress/Fim

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