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Citi Habitat propõe transformar Rádio Comunitária Voz de Ponta d´Agua numa empresa cooperativa

Cidade da Praia, 13 Fev (Inforpress) – O presidente do Citi Habitat disse hoje que a entidade não governamental está a pensar seriamente em transformar a Rádio Comunitária Voz de Ponta d´Agua numa empresa cooperativa para garantir a sua sustentabilidade e alcançar novos objectivos.

Em declarações à imprensa, à margem da mesa redonda sobre a viabilidade, desafios e perspectivas das rádios comunitárias, realizada na Cidade da Praia, o presidente do Centro de Inovação em Tecnologias de Intervenção Social para o Habitat (Citi-Habitat), Jacinto Santos, considerou “muito oportuna” a conceptualização da rádio comunitária, isto porque vive-se numa fase de desenvolvimento das novas tecnologias.

Abordando o tema, este responsável questionou se vale pensa manter o conceito de definir uma rádio comunitária em função do seu território onde está inserida, isto porque, no seu entender, o conceito do confinamento de uma rádio comunitária no território ou na comunidade onde está inserida já está ultrapassado.

“Por exemplo, a rádio comunitária de Ponta de Água é ouvida em uma grande parte de São Domingos, São Francisco, Vale da Custa, Ribeirão Chiqueiro, uma grande parte de Cidade Velha, São Martinho, na zona de galinheiros na ilha do Fogo também é ouvida”, revelou.

Segundo Jacinto Santos, a maioria das rádios comunitárias existentes em Cabo Verde são propriedades das organizações não governamentais de fins não lucrativos, indicando que a questão da sustentabilidade das referidas organizações “é complexa”, uma vez que as mesmas não dispõem de fontes de geração de receitas próprias.

Para este responsável, a questão que se coloca é se deve tratar a rádio comunitária como sendo uma actividade privada e se o tratamento que lhe é dado deve ser igual ao tratamento e exigências que são feitas às rádios privadas comerciais.

“As exigências de registos de funcionamento feitas a entidades de comunicação de empresa privada não podem ser aplicada das mesmas formas às rádios comunitárias, porque elas existem de uma forma voluntária”, asseverou, defendendo a necessidade de se ter uma estratégica “sistémica e holística” de informação e comunicação para o desenvolvimento que incorpora as organizações públicas, privadas, isto tendo em conta a natureza da sua propriedade, sua finalidade e missão.

Neste sentido, declarou que é importante “descomunitarizar” as rádios comunitárias pela abrangência, acção social e, sobretudo, pela sua dimensão democrática que, ajuntou, é contribuir para uma cultura cívica, critica e ajudar aqueles que não têm “vez e voz” a se organizarem para serem capacitados no relacionamento com os poderes públicos.

Conforme elucidou, a “descomunitarização” das rádios comunitárias significa que as mesmas passariam a ser rádios de propriedade associativa, mas com finalidade diferente da função do Estado e da empresa privada, frisando a este propósito que se a lei for aplicada rigorosamente à Rádio Comunitária de Ponta d´Agua pela extensão que alcança não enquadraria nesse conceito.

Afirmou, ainda, que as rádios comunitárias não podem ser concebidas somente para passarem mensagens de saúde, ambiente, mas que têm que estar dotadas de objectivos que coloquem o cidadão no debate politico e que as mesmas tem de ter condições para levar os agentes políticos para participar no debate na comunidade, através da rádio comunitária.

“O CITI Habitat, como uma entidade não governamental, pode ter uma entidade comercial para contribuir na realização dos seus fins e estamos a pensar seriamente transformar a rádio comunitária numa empresa cooperativa e as rádios comunitárias têm que entrar no debate político, porque o que está em jogo é a questão da democracia”, concluiu.

A “Rádio Comunitária Voz de Ponta d’Água” começou a funcionar formalmente a 14 de Setembro de 2003. A Organização elegeu a animação/educação para o desenvolvimento participativo como espinha dorsal das suas intervenções, visando reforçar as competências locais para consolidar as acções desenvolvidas pelo Citi Habitat e Rede de Associações Comunitárias de desenvolvimento.

Foi criada também com o objectivo de promover a cidadania e democracia responsável, através de capacitação das lideranças locais, formação de jovens e mulheres no domínio sociocultural e troca de experiências intercomunitárias por meio das sessões de Rádio Praça.

CM/JMV

Inforpress/Fim.

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