Citi Habitat ajuda pescadores de Porto Mosquito e Praia Baixo a organizarem-se em cooperativas

Cidade da Praia, 09 Set (Inforpress) – A Citi Habitat está a ajudar os pescadores e peixeiras de Porto Mosquito e Praia Baixo, na Ribeira Grande de Santiago e São Domingos, a organizarem-se em cooperativas, com vista à sustentabilidade social e económica das suas actividades.

Esta acção, segundo a coordenadora executiva da Citi Habitat, Olívia Mendes, acontece no quadro de um projecto de Economia Social e Solidária, que está a ser promovido em parceria com a ONG Italiana Coopermundo, com financiamento da Conferência Episcopal Italiana.

“A Coopermundo é uma organização italiana que trabalha em Cabo Verde na promoção de cooperativas. Como a Citi Habitat já tem uma boa experiência na área do cooperativismo estamos a trabalhar juntos”, disse.

Olívia Mendes adiantou que, para já, os pescadores e as peixeiras desses dois municípios de Santiago já receberam formação sobre os fundamentos básicos das cooperativas, a forma se organizarem e também a formação na área de administração, devendo a próxima fase ser um trabalho de apoio na montagem dos instrumentos de gestão administrativa e financeira.

“A pesca, apesar de ser um sector com potencialidades e um dos principais sectores de actividades em Cabo Verde, é um sector onde os seus operadores passam por muitas dificuldades. As pessoas trabalham durante toda a sua vida, mas não saem da pobreza e é este cenário que queremos inverter”, disse.

“Os operadores queixam-se da falta de política de promoção e que os apoios são pontuais e muitos com cunho político, acabando por não chegar a todas as pessoas que precisam”, acrescentou.

Neste sentido considerou que, estando organizados em associações ou em cooperativas, poderão estar em melhores condições de buscarem apoios e financiamentos para melhorarem as suas actividades.

Olívia Mendes adiantou ainda que a Citi Habitat está a trabalhar juntamente com as Câmaras Municipais da Ribeira Grande de Santiago e de São Domingos tendo em vista a elaboração de um programa de intervenção no sentido de conseguir apoiar esses operadores de pesca artesanal “de forma mais efectiva”.

No entanto, considerou que é fundamental que a classe esteja organizada e tenha uma representação que fale em nome de todos e que esteja a funcionar de forma regular e transparente.

“Desta forma terão mais possibilidades de conseguir apoios e financiamentos porque as instituições, tanto nacionais como internacionais, não vão apoiar pessoas individualmente. Apoiam grupos organizados. Por isso a organização é fundamental. É isto que estamos a fazer. Capacitá-los para depois, através de projectos e programas concretos, procurarem parceiros e financiamentos para a sua implementação”, sustentou.

Segundo a coordenadora executiva, ainda no quadro deste projecto com a Coopermundo, a Citi Habitat tem trabalhado com os agricultores e com grupos de corte e costura em quatro municípios do País, nomeadamente, Praia, Ribeira Grande em Santo Antão, São Miguel e Tarrafal.

MJB/HF

Inforpress/fim

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