Cidade Velha: Edilidade quer reforçar a economia local com a festa de “Nhu São Roque”

 

Cidade da Praia, 26 Ago (Inforpress) – O edil de Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha), Manuel de Pina, disse hoje, que a edilidade quer que a festa popular “Nhu São Roque” destinada aos pescadores e peixeiras reforce a economia local através de actividades culturais.

Manuel de Pina, que falava à Inforpress, à margem das actividades da festa de Nhu São Roque, explicou que a edilidade introduziu, no festejo, as actividades culturais e desportivas de modo a motivar os pescadores, atrair mais visitantes, dinamizar a cidade e promover um ambiente de negócio com forte impacto nas famílias residentes e nos investidores locais.

A edilidade fez com que esta festa popular entrasse no calendário do “Berço da Humanidade”, tendo o autarca assegurado que a mesma é para continuar, mas que, no entanto, é preciso “aprimorar” todas as benfeitorias do projecto e replicar no próximo ano.

No dizer de Manuel de Pina, a ideia é envolver os pescadores e peixeiras, para que os mesmos levem à diante e desenvolvam esta festa.

Segundo a mesma fonte, da programação da festa de “Nhu São Roque”, que tem duração de dois dias (sábado, 26, e domingo, 27), além da feira de artesanato e gastronomia e um workshop de “troca de experiências” entre as cidades que são Património da Humanidade e Comércio– CYTI 2020, constam actividades desportivas, corrida de bote e natação e actuação de grupo teatral local.

Ainda está agendado para esta noite um minifestival, tenda electrónica e “Noite Branca”.

O “ponto alto” da festa acontece este domingo, com a celebração de uma missa e procissão, e ainda actividades ligadas ao tradicional desfile dos botes e concurso do bote melhor ornamentado.

Por seu turno o ministro da Cultura, Abraão Vicente que participou nas actividades de hoje, lembrou “que não é papel do Ministério da Cultura promover em primeira mão as festas municipais e romarias, assegurando, no entanto, que vão apoiar “toda a organização e toda a criação de conceitos” ligados às festas tradicionais e religiosas que promovam a economia.

O governante, que visitou a Feira de Artesanato, considerou que a mostra de artesanato está vigorosa, a renascer e a inspirar em outros desenhos de outras latitudes, dando como exemplo o artesanato e artefactos que já tinha encontrado em Gorée, Senegal, e cidades europeias.

No dizer de Abraão Vicente, a festa de “Nhu São Roque” é mais um “pretexto” para agregar o título de Património da Humanidade e fazer com que a população local se engaje na celebração contínua, que vai desde benefícios financeiros e simbólicos, que os sítios de patrimónios, como Cidade Velha, proporcionam.

“Cidade Velha está na linha da frente, agora é preciso consolidar os projectos e sistematizar aquilo que são os projectos de divulgação da Cidade Velha”, enfatizou.

Para além do ministro da Cultura, Abraão Vicente, participam na festa de São Roque que integra a Rede Euroafricana de Cidades Património da Humanidade delegações de Angra do Heroísmo (Açores), Laguna (Canárias), Saint Louis e Gorée (Senegal).

As festividades de São Roque 2017 estão orçadas em pouco mais de mil contos, e são cofinanciadas pela CITY2020, Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (Açores), pelo INTERREG (Fundo Regional de Desenvolvimento Europeu) e pelo MAC 2014/2020.

FM/ZS

Inforpress/Fim

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