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Cidade da Praia: Autarquia lança ideia da criação de um Museu do Cinema em Cabo Verde

 

Cidade da Praia, 25 Nov (Inforpress) – A Câmara Municipal da Praia lançou a ideia da criação de um Museu do Cinema em Cabo Verde, durante a II edição do Fórum de Cinema, que aconteceu no âmbito da IV edição do festival Internacional do Cinema.

Esta informação foi avançada à Inforpress pelo director da Cultura na Câmara da Praia, Ivan Santos, depois de dois dias de muita interacção e partilha entre os cineastas nacionais e estrangeiros que estiveram reunidos para debater diversos assuntos relacionados com o audiovisual.

Durante este fórum, foi apresentado o projecto do Museu de Cinema em Moçambique, uma experiência que Ivan Santos acredita que deve ser “bebida” por Cabo Verde, atendendo que o país tem um grande espólio sobre o cinema.

“Isto deve ser pensado como um projecto amplo, tendo em conta a nossa realidade. Certamente, não vai ser a câmara a liderar esse processo, apenas estamos a lançar a ideia que pode ser abraçada pela Associação do Cinema e de Audiovisual, a Câmara e o Ministério da Cultura podem ser um dos parceiros”, indicou.

O espaço serviu ainda para debater a criação da lei do cinema e, segundo Ivan Santos, houve um consenso entre cineastas e produtores, sobre a criação de uma lei específica sobre os artigos que já estão expostos no Código Civil que falam do direito audiovisual e toda a cadeia de produção que deve ser protegida.

Em relação à proposta da criação do Museu do Cinema, o vice-presidente da Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde, Fernando Tavares, disse à Inforpress que o país tem tudo para criar um museu do cinema, visto que existe um grande espólio, sobretudo na Televisão de Cabo Verde, que deve servir para contar a história.

“Pode-se ir buscar muita coisa para criar o museu, porque já temos uma boa quantidade de material para se mostrar e que já dá para fazer história e para ter um sítio onde as pessoas podem ir ver o que é que aconteceu ao longo dos anos”, afirmou.

Para Fernando Tavares, tudo que tem a ver com cinema e que envolve a palavra Cabo Verde deverá fazer parte do museu. Entretanto, adiantou que esta proposta deve ser analisada pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

Isto porque, ao seu ver, há que analisar a possibilidade de se criar um novo museu, ou se a vertente do cinema deve ser integrada em alguns dos museus já existentes no país, quer seja museu da arte ou museu etnográfico.

No que toca à lei do cinema e audiovisual que também foi discutido no fórum, Fernando Tavares informou que a proposta foi enviada este mês, ao gabinete do ministro da Cultura e das Indústrias Criativas para apreciação.

Após a apreciação, indicou que este documento deverá ser apreciado pelos juristas e por pessoas ligadas ao cinema e ao audiovisual para depois seguir o seu trâmite normal, que inclui apreciação pelo Conselho de Ministros.

Esta lei define o que é a actividade do cinema e do audiovisual, como ela pode acontecer e o que é que não faz parte disso, e vai ainda falar do que é uma produção meramente nacional e uma co-produção nacional e uma produção internacional, informou.

“A lei define ainda as quotas necessárias de participação de profissionais cabo-verdianos ou residente há muito tempo em Cabo Verde e as quotas permitidas de estrangeiros que vêm de fora para participar nesse trabalho e, define outros aspectos relacionados com o cinema”, apontou.

Durante a II edição do Fórum Cinema foi ainda discutida formas de angariação de fundos para projectos audiovisuais, filme comissão, educação como factor cultural usando a ferramenta audiovisual, produção e direitos autorais, e uma conversa aberta sobre as curtas dos PALOP-TL.

AM/FP

Inforpress/Fim

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