Cibercrime: ONUDC defende  que todos os serviços de aplicação da lei devem ter capacidade técnica (c/áudio)

Cidade da Praia, 12 Abr (Inforpress) – A ONUDC quer que todos os serviços de aplicação da lei tenham capacidade técnica e conhecimento para poder, de facto, fazer o trabalho que se requer em termos de investigação dos crimes cibernéticos.

Em declarações à Inforpress hoje na Cidade da Praia, na sequência da realização da conferência internacional sobre o cibercrime no espaço lusófono, a representante da ONUDC em Cabo Verde, Cristina Andrade, disse que a organização está disponível para ajudar os Estados membros na criação das condições reais para a investigação dos crimes cibernéticos.

“Sobretudo nos países da CPLP, complementando o trabalho que o Conselho de Europa tem nesta matéria, vamos querer todos os serviços de aplicação da lei com capacidade técnica e conhecimento para poder de facto fazer o trabalho que se requer em termos de investigação criminal de crimes cibernéticos”, disse.

Cristina Andrade falou de forma particular na efectivação da cooperação nacional, regional e global, já que conforme sustentou nesta matéria a coordenação nacional e judicial internacional se afiguram como elementos importantes para que se consiga obter resultados pretendidos.

No caso particular de Cabo Verde, adiantou que ONUDC já vem trazer um especialista a nível regional para cobrir os países da África Ocidental, devendo o país ter uma atenção particular.

“Cabo Verde terá atenção particular porque temos notado a nível mundial que o País tem tido interesse e tem feito um trabalho para poder estar de facto com as condições necessárias básicas para poder fazer uma investigação efectiva e prevenir de uma forma pró-activa esta criminalidade”, explicou.

Para além de trabalhar na parte repressiva e na investigação criminal, Cristina Andrade frisou que a ONUDC tem também trabalhado na questão da protecçao e da prevenção desse crime, sobretudo junto das crianças mais vulneráveis.

“Esses criminosos têm-se apoderado das tecnologias para cometerem os crimes. Temos a questão também de exploração sexual, por exemplo, e isto tudo nos preocupa enquanto organização e por isso temos insistido muito em criar condições, estudos com base em evidências e temos promovido acções de capacitação da própria sociedade civil no sentido de as famílias estarem preparadas para poderem orientar as crianças para um uso adequado da internet”, indicou.

A conferência internacional sobre o cibercrime e a prova eletrónica conta com presença de magistrados, procuradores, agentes judiciais, técnicos das operadoras de telecomunicações, bem como representantes dos Ministérios Públicos da CPLP e representa um espaço de troca de experiências.

MJB/FP

Inforpress/fim

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